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22 January 2021

80% dos hotéis fechados com recuperação adiada para 2024

Raul Martins, presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), considera que as últimas medidas do Governo revelam “um perfeito desconhecimento do sector”.    Se o sector nacional do turismo se confronta com um cenário desolador há meses, a actividade da hotelaria está no mesmo barco à deriva. “Neste momento, encontram-se encerrados cerca de 80% dos hotéis a nível nacional”, avisa o presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), em declarações exclusivas ao Jornal Económico.    Raul Martins destaca que nas situações de insolvência, a hotelaria tem uma dimensão empresarial “mais elástica e até ao eclodir da crise pandémica as empresas estavam mais capitalizadas”. Pois, diz, “tinham amortizado dívida nos bons anos e por isso estavam bastantes sólidas”. Já os hotéis que abriram recentemente, e aqueles que já estavam numa situação difícil, “terão de encontrar soluções de restruturação financeira para não ficarem insolventes ou encerrarem”, explica.    “Os meses foram passando e a situação foi-se agravando. Em junho, o inquérito aos hoteleiros dava nota de que metade dos hotéis em Portugal estavam encerrados e para os meses de verão (julho, agosto e setembro) cerca de 25% a 30% das unidades hoteleiras estariam encerradas, mas este período acabou por ser muito bom para alguns destinos, como é o caso do Alentejo e do Centro”, explica Raul Martins.    Sobre o impacto destas quebras da hotelaria na economia nacional, o líder da AHP sublinha que “o peso da hotelaria nas receitas turísticas, é muito expressivo”. “Tendo por referência 2019, o melhor ano turístico de sempre, em que as receitas turísticas ascenderam a 18,4 mil milhões de euros, e sabendo que as receitas da hotelaria refletem 25% desse total, significa que nesse ano pesámos 4,48 mil milhões de euros”, acrescenta.    O mesmo responsável chama a atenção para o facto de as receitas não decorrerem só das dormidas em hotelaria (nesse ano tivemos 58 milhões de dormidas nas unidades hoteleiras), mas de todas as outras unidades de negócio dentro dos hotéis: restauração [F&B – Food & Beverages, ou seja, alimentação e bebidas], tratamentos de estética e bem estar, eventos, congressos e reuniões, entre outras. “Assim, porque em 2020 as perdas estimadas pela AHP são enormes: pelo menos 70% das dormidas (menos 40 milhões de noites) e 80% das receitas (menos 3,6 mil milhões de euros) perdidas. Imagine só na nossa área o impacto que tal gera nas receitas totais”, lamenta Raul Martins.    Ainda há poucas semanas, a AHP apontava o segundo trimestre deste ano, Páscoa incluída, como o reinício da atividade para a hotelaria. Num inquérito realizado pela European Travel Commission, no final de 2020, mais de metade dos europeus inquiridos diz pretender viajar nos próximos seis meses, um terço dos quais já na Primavera, e principalmente em lazer. Contudo, Rui Martins sinaliza: “sabemos que não irá acontecer, pois está dependente da aceleração do processo de vacinação”.    O presidente da AHP precisa que “retoma e recuperação não são a mesma coisa”, vaticinando que “as perdas de 2020 e 2021 (...) só serão recuperadas ao longo dos próximos quatro ou cinco anos”, pelo que aponta “a recuperação da hotelaria para valores de 2019 apenas em 2024”.    Questionado sobre o balanço que faz da atuação do Governo durante a pandemia em curso, o líder da AHP entende que “atuou de forma muito rápida e eficiente na primeira fase da pandemia, o que foi fundamental para as empresas, mas os apoios da segunda vaga tardaram, o que para a hotelaria foi difícil”.    Com o novo encerramento do país, para este responsável as medidas anunciadas para a hotelaria “demostraram um perfeito desconhecimento do sector”. Frisa que os hotéis “estão a fazer um verdadeiro serviço público, visto que só as pessoas que por motivos profissionais ou outros similares é que se podem deslocar para os hotéis”. E considera “incompreensível” que os hotéis não possam prestar serviço de refeições aos hóspedes, como até aqui. “Considerando que estão 80% dos hotéis encerrados, a hotelaria tem de ter acesso ao lay-off simplificado, uma vez que permite o pagamento da TSU [Taxa Social Única], o que irá reduzir os custos das empresas e manter os postos de trabalho”, alerta Raul Martins.   in Jornal Económico

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06 January 2021

Turismo estima quebra de €10 mil milhões no saldo de exportações do país devido à pandemia

Segundo a Confederação do Turismo de Portugal (CTP), o sector só gerou em 2020 receitas de €8 mil milhões, 57% abaixo do ano anterior    A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) estima que em 2020 as receitas turísticas se situem nos 8 mil milhões de euros, o que representa um decréscimo de 57% face ao que atingiram no ano anterior, em resultado da pandemia de covid-19.    As receitas do transporte aéreo de passageiros deverão registar uma quebra na ordem dos 60%, atingindo cerca de dois milhões euros, segundo a CTP.    Com as quebras no sector neste "ano atípico", a confederação do turismo prevê um impacto negativo de cerca de 10 mil milhões de euros no saldo das contas externas do país, frisando que tal põe "em causa o seu equilíbrio obtido nos últimos anos com a contribuição decisiva do turismo".    No que respeita ao saldo da balança turística, aCTP prevê que se irá situar nos 6 mil milhões de euros em 2020, menos 62% do que em 2019.    “Apesar do processo de vacinação, já em curso em Portugal e nos principais mercados emissores da União Europeia, Reino Unido e Estados Unidos entre outros, e da imunidade dos já infetados, vamos ter de viver com o vírus ainda em 2021, pelo menos", considera Francisco Calheiros, presidente da CTP.    Segundo o líder da confederação, "importa criar condições para acelerar o início da retoma do turismo e da economia através do estabelecimento de padrões internacionais comuns para as viagens que em conjunto com as medidas sanitárias nos destinos devolvam a confiança aos turistas”.    Quebra nos hotéis e aeroportos até 70%, e nos cruzeiros de 80%    “É crucial manter a oferta turística para poder captar a maior quota possível da retoma do turismo internacional", destaca Francisco Calheiros. "Acreditamos que o destino Portugal mantém toda a sua capacidade de atração e que poderá inclusive ser beneficiado em termos de preferência dos turistas no contexto dessa retoma".    Segundo a CTP, Portugal terá tido em 2020 uma quebra de dormidas na ordem dos 65% a 70%, com os proveitos totais de hotéis, alojamento local, turismo de habitação ou em espaço rural a terem uma quebra de três mil milhões de euros.    O movimento de passageiros nos aeroportos nacionais sofrerá uma quebra idêntica em termos de percentagem e no que respeita aos passageiros de cruzeiros marítimos as quebras serão superiores a 80%, de acordo com a CTP.    A atividade do rent-a-car de viaturas ligeiras de passageiros deverá também ter caído entre 65% a 70%, como antecipa a confederação, frisando que "na componente turística a quebra será na ordem dos 80%".    "Recorde-se que o turismo foi o motor da recuperação económica de Portugal no período pós resgate financeiro de Portugal em 2011 e o impacto nas exportações foi decisivo para o superavit das contas externas até 2019", destaca a CTP.    As expectativas para 2020 também eram altas para o turismo nacional, se não fosse a pandemia covid-19. "De um cenário inicial de uma crise de três meses com retoma da atividade a partir do princípio do verão, passou-se à realidade de uma crise que dura há mais de 9 meses e que está longe de chegar ao fim", constata a CTP. in Expresso Online

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05 January 2021

Clever Hospitality Analytics – Uma solução Business Inteligence de 360º para a hotelaria

Foi para proporcionar aos profissionais do setor hoteleiro melhores ferramentas de gestão que lhes permitam ter uma visão analítica e completa sobre o comportamento do negócio que nasceu, em junho de 2017, a Clever Hospitality Analytics. Desde logo a empresa começou a “dar cartas” no turismo, e são vários os projetos que tem já em implementação e uso, mesmo após o impacto da pandemia da Covid-19.    Luís Brites, CEO da Clever Hospitality Analytics, recorda que a primeira oferta de soluções foi na área de Analytics & BI for Hospitality, com o lançamento do Clever Portal BI. Em junho deste ano, a empresa antecipou o lançamento de uma segunda área de soluções e serviços, o Clever Benchmark (https://cleverbenchmark.hostpms.com/Bi/Home/Register), que nesta fase tem acesso gratuito como “meio de contribuição solidário com o setor para o qual trabalhamos, que atravessava já os efeitos nefastos da pandemia”, explica. Esta ferramenta tem como base 440 unidades hoteleiras de norte a sul do país, e ilhas, com dados atualizados automática e diariamente, referentes ao fecho do dia anterior, incluindo um fator acrescido que é a informação relativa a todo o negócio “on-the-books” e a sua distribuição até final de 2020. No Clever Benchmark é possível “drill-down” por vários tipos de segmentação, desde a região, distrito, categoria, tipologia de quarto, canal de venda ou nacionalidade, e ter acesso à relação entre a criação e o cancelamento de reservas. ” O Clever Benchmark pretende assim ser mais uma fonte complementar a outras como o Travel BI do Turismo de Portugal, a informação produzida pela AHP e demais fontes de dados disponíveis”, frisa Luís Brites.    Uma solução Business Intelligence  A Clever tem assim como missão “libertar os colaboradores que detêm o conhecimento do negócio e a responsabilidade de tomar decisões na condução do mesmo, da árdua tarefa de produção manual de informação e KPI’s para suportar as decisões”, esclarece o responsável. No fundo, a empresa procurou, desde o início, facilitar e acelerar a busca e disponibilização, em tempo real, de informação inteligente, manejável e que suporte a tomada das melhores decisões.    Disponibiliza assim uma solução Business Intelligence que agrega e disponibiliza, de forma dinâmica, “on-the-fly” por unidade hoteleira e consolidado de grupo, através de um só portal acessível a partir de qualquer dispositivo, todos os dados transformados em informação inteligente de gestão, cobrindo todas as fontes de informação como aplicações da operação diário, como também ERP e todas as soluções “third-party” (rate-shopper, RMS e agregadores de reviews, reputation e social media).    Luís Brites garante que as soluções da Clever possibilitam “ter informação imediata que permita ações táticas no momento em que temos o cliente (hóspede) na unidade (em casa) para maximizar a receita da estadia, algo que é fundamental pois os hóspedes foram menos, as taxas de ocupação médias foram menores e o hoteleiro tem de olhar analiticamente para cada hóspede que tem em casa, proporcionando a melhor experiência de cliente mas, ao mesmo tempo, maximizando a receita efetiva por hóspede”.    O CEO da empresa não tem pois dúvidas de que se trata de uma “solução única no mercado” pela forma 360º como foi montada, reunindo todos os dados, não apenas referentes ao alojamento mas também de F&B, eventos, Spa e todos os restantes serviços de uma unidade hoteleira, e ainda os dados de custos (ERP), permitindo, a todo o momento, que o gestor hoteleiro acompanhe margens e tome decisões. “Em termos de analogia, podemos dizer que construímos um «Big Brother» ao serviço do gestor hoteleiro”, indica.  in Ambitur

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