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Notícias

11 August 2026

A capacidade de ler os dados de forma clara e imediata

Gerir as tarifas de um hotel não significa apenas definir um preço, mas interpretar continuamente o que está a acontecer com a procura, compreender quando intervir e, sobretudo, fazê-lo no momento certo. Neste contexto, escolher o Revenue Management System certo torna-se uma decisão estratégica. No entanto, nem todos os RMS oferecem o mesmo nível de análise, controlo e capacidade de intervenção. A diferença não está apenas na tecnologia, mas na qualidade dos dados, na capacidade de os interpretar e na flexibilidade operacional que o sistema garante. Aqui estão os elementos-chave a considerar para escolher um RMS verdadeiramente eficaz. A capacidade de ler os dados de forma clara e imediata Todos os dias, um revenue manager depara-se com uma grande quantidade de informação: o primeiro aspeto a avaliar é, portanto, a capacidade do sistema de fornecer uma visão clara do desempenho. Entre os principais indicadores a monitorizar diariamente estão: Pick-up: indica a variação das reservas em relação ao dia ou período anterior, também em comparação com tendências históricas, ajudando a compreender se a pressão da procura está a acelerar ou a desacelerar. Ocupação atual vs forecast: permite verificar se o desempenho real está alinhado com as previsões, ajudando a avaliar a coerência entre a procura esperada e a procura efetiva. ADR e RevPAR: ajudam a analisar se o aumento da ocupação ocorre mantendo uma qualidade de preço adequada e sustentável. Booking window: mostra com que antecedência são feitas as reservas, oferecendo indicações úteis sobre quando intervir nos preços e nas estratégias. Segment mix / canais de venda: dados essenciais para compreender a origem da procura e otimizar preços, disponibilidade e distribuição em conformidade. Um RMS evoluído deve fornecer estes dados em tempo real e permitir uma leitura integrada, oferecendo uma visão clara e atualizada da situação. Um sistema que não observa apenas, mas interpreta os dados Um aumento do pick-up em comparação com o ano anterior pode indicar um crescimento da procura e sugerir um aumento das tarifas e/ou a introdução de restrições nas condições de venda, como a definição de um Minimum Length of Stay, o fecho de planos tarifários com desconto ou a redução da disponibilidade nos canais menos rentáveis. Pelo contrário, uma ocupação baixa na presença de uma forte procura de mercado pode evidenciar um problema de posicionamento tarifário ou de visibilidade. Variações súbitas em datas específicas são sinais que devem ser identificados imediatamente: podem refletir eventos de grande impacto no destino e exigir um ajuste imediato das tarifas. Da mesma forma, uma elevada ocupação alcançada com grande antecedência é frequentemente sinal de um preço inicial demasiado baixo. Um RMS eficaz permite identificar estes sinais antes que se tornem evidentes, possibilitando agir com antecedência e maior precisão. Flexibilidade operacional e controlo estratégico Outro elemento fundamental na escolha de um RMS é o nível de controlo que deixa ao revenue manager. Automação e flexibilidade devem coexistir. O sistema deve ser capaz de operar de forma autónoma, mas sempre dentro de limites estratégicos definidos pelo hotel, permitindo intervenções manuais pontuais quando necessário. Um RMS demasiado rígido torna-se uma limitação à estratégia, enquanto um sistema sem funcionalidades como o AutoPilot reduz a eficiência operacional: a escolha certa é uma solução que equilibra ambas as dimensões. Gestão avançada de canais Um sistema avançado deve permitir uma gestão diferenciada dos canais diretos e indiretos. No RMS Blastness, esta abordagem concretiza-se num modelo de Dual Revenue Management que, até à data, representa uma solução única no mercado: um sistema concebido para gerir o pricing de forma dinâmica e distinta entre o site oficial e as OTAs. Neste cenário, o preço do canal direto não é simplesmente alinhado com os outros canais, mas é otimizado de forma independente para maximizar o rendimento líquido e melhorar o mix de distribuição. O revenue manager mantém o controlo total da estratégia, definindo corredores tarifários e o posicionamento do site oficial. Dentro destes parâmetros, o algoritmo pode ajustar os preços de forma dinâmica, tendo em conta a procura, o comportamento dos utilizadores e as condições de mercado. O resultado é uma gestão da distribuição mais evoluída e performante, que permite aumentar a rentabilidade global e valorizar de forma concreta o canal direto.   por Blastness

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11 August 2026

Canary Technologies e Host Hotel Systems anunciam nova integração para operações hoteleiras mais eficientes

A nova integração bidirecional com o PMS dá aos hotéis em Portugal, Espanha e América Latina acesso à plataforma completa de IA agêntica da Canary numa única solução integrada. A Canary Technologies, a principal plataforma de IA para gestão hoteleira e de hóspedes, anunciou uma nova integração com a Host Hotel Systems, disponibilizando a premiada plataforma de envolvimento de hóspedes da Canary a hotéis em Portugal, Espanha e América Latina. A integração bidirecional liga diretamente o Host PMS à Canary, permitindo que os hotéis automatizem os fluxos de trabalho de hóspedes e equipas para operações mais eficientes. Os clientes comuns passam a ter acesso ao conjunto de soluções de gestão de hóspedes e colaboradores da Canary, incluindo Mobile Check-In, Dynamic Upsells e AI Guest Messaging, com sincronização em tempo real. Por exemplo, assim que uma reserva é registada no Host PMS, a plataforma Canary trata automaticamente do check-in antes da chegada, da comunicação durante a estadia, da apresentação de upsells e do checkout, com lançamento de depósitos e atualização de contas de hóspedes em tempo real. Para os hotéis em Portugal, Espanha e América Latina que atualmente dependem de ferramentas independentes para a gestão da experiência do hóspede, esta integração oferece uma forma de consolidar funcionalidades numa única plataforma totalmente integrada. "As expectativas dos hóspedes evoluíram", afirmou Manolo Diaz, Diretor de Vendas para o Sul da Europa da Canary Technologies. "Hoje, os hóspedes querem comunicar com o hotel por mensagem, fazer o check-in a partir do telemóvel e receber a oferta certa no momento certo. Gerir tudo isto através de ferramentas separadas torna-se complexo. A Canary executa estes fluxos de trabalho de ponta a ponta, e esta integração traz um nível ainda maior de conectividade a todos os hoteleiros que utilizam o Host." "Um sistema de gestão hoteleira contém o registo operacional que sustenta toda a atividade de um hotel, e qualquer boa integração deve tornar esse registo mais valioso, e não mais complexo", afirmou Pedro Lara, Head of Partnerships da Host. "A Canary passa a ser mais um elemento desse registo: ao integrá-la no ecossistema Host, os hoteleiros conseguem gerir check-in, upselling e comunicação com os hóspedes, mantendo todas as operações ligadas." A integração já está disponível para clientes comuns de ambas as empresas. Para saber mais, visite https://www.canarytechnologies.com.

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06 August 2026

Se o turismo perde fôlego, quem puxa pela economia nacional?

O turismo, motor da recuperação económica portuguesa, cresce a um ritmo mais lento. O Algarve regista abrandamento, enquanto o Norte, Madeira e Açores continuam a crescer. A restauração enfrenta desafios, com elevada mortalidade de empresas e salários baixos. A falta de mão de obra qualificada é uma preocupação, mas a aposta na formação e retenção de talento pode mitigar o problema.  Intervenientes: André Gomes, Presidente da Região de Turismo do Algarve Armindo Monteiro, Presidente da CIP Cristina Siza Vieira, Vice-presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal Para ouvir em:  Sem o turismo, como sobrevive a economia nacional? — Debate – Observador

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05 August 2026

ACIF apoia Bernardo Trindade na corrida à liderança da Confederação do Turismo de Portugal

Candidato defende Porto Santo como ‘plano B’ para o aeroporto e maior participação do sector na aplicação das receitas das taxas turísticas A ACIF manifestou, esta quarta-feira, o seu apoio à candidatura de Bernardo Trindade à presidência da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), depois de uma reunião realizada na sede da associação empresarial madeirense, no Funchal. António Jardim Fernandes justificou a posição da ACIF com o percurso do actual presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), que reúne experiência política, governativa, empresarial e associativa. A circunstância de Bernardo Trindade ser madeirense é apontada como uma vantagem adicional, pelo conhecimento que tem da realidade regional e dos problemas específicos do turismo no arquipélago. “Vamos estar mais próximos do que estamos hoje”, considerou o presidente da ACIF, embora tenha ressalvado o “bom trabalho” desenvolvido pela actual direcção da CTP. Jardim Fernandes entende que é diferente ter à frente da confederação alguém que “sente os problemas regionais” e consegue ter uma percepção mais rápida das especificidades da Madeira. A gestão do território e dos percursos turísticos, a operacionalidade do Aeroporto da Madeira e a falta de recursos humanos estão entre as principais preocupações transmitidas pela ACIF ao candidato. Bernardo Trindade, que escolheu a Madeira para iniciar uma segunda fase de contactos da candidatura, comprometeu-se a ser porta-voz dessas preocupações na CTP. Entre as questões abordadas, destacou precisamente a situação do aeroporto, afirmando que o primeiro semestre deste ano atingiu já aquilo que tinha sido o pior registo de operacionalidade, verificado em 2018. Além de defender melhores condições na infra-estrutura para acolher passageiros nos períodos em que os voos ficam condicionados, o candidato considera necessário encontrar um “plano B” para estas situações. É neste contexto que aponta para Porto Santo como uma plataforma alternativa, com os passageiros a chegarem por via aérea àquela ilha e a serem posteriormente transportados por mar até à Madeira, de forma “segura” e “previsível”. Outro dos temas abordados foi a gestão dos percursos turísticos. Bernardo Trindade considera positivo o caminho seguido na reorganização, registo e taxação do acesso, mas entende que o processo ainda não está concluído. Defende uma simplificação dos procedimentos, eventualmente através de uma plataforma com recurso à inteligência artificial, que permita facilitar as marcações, incluindo através das agências de viagens, hotéis e outros estabelecimentos de alojamento. O candidato quer também maior participação das empresas e associações empresariais nas decisões sobre a utilização das receitas provenientes das taxas relacionadas com o turismo. Argumenta que hoteleiros e agentes de viagens mantêm contacto directo com os visitantes e recolhem informação que pode ajudar a decidir onde devem ser aplicados esses recursos. Sobre o crescimento da actividade turística e os problemas de saturação registados noutros destinos, Bernardo Trindade defendeu a necessidade de regulação, mas afastou uma visão negativa do aumento da procura. Considera fundamental encontrar um equilíbrio entre visitantes e residentes e tornar mais visíveis para a população os benefícios proporcionados pelo turismo. Nesse sentido, sugeriu que investimentos realizados com receitas das taxas turísticas sejam identificados como tal. Deu como exemplos desde um museu até equipamentos destinados à higiene urbana, defendendo que essa informação pode contribuir para que os residentes percebam de forma mais directa a aplicação das receitas geradas pelos visitantes. António Jardim Fernandes acrescentou que a Madeira está “longe” de uma situação de saturação, embora reconheça a necessidade de continuar a organizar e regular a utilização do território. Segundo o presidente da ACIF, o crescimento das dormidas ronda este ano os 2%, o que indicia a entrada num “planalto”. A estratégia regional, sustentou, deve passar agora pela criação de maior valor sem depender do aumento da quantidade de turistas. “A estratégia é claramente agora criar mais valor sem ter que ter mais quantidade”, afirmou. Questionado sobre o aparecimento de outra candidatura à presidência da CTP, Bernardo Trindade garantiu que “absolutamente nada” muda no seu projecto. Recordou que a hotelaria não integra a direcção da confederação há 15 anos e afirmou que o sector considera que “este é o seu tempo”, salientando que a candidatura conta com o apoio unânime dos associados da AHP. in DN Madeira

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