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24 September 2026

As expectativas e a realidade: Google, IA e o verdadeiro motor das reservas diretas

Quando se fala de viagens e inteligência artificial, a narrativa dominante é bastante clara. Estamos a entrar numa nova era em que todas as decisões serão tomadas dentro de ecossistemas controlados por IA e em que a mobilidade do utilizador será reduzida, repensando o messy middle: menos etapas e pontos de contacto, para uma experiência de pesquisa cada vez mais fluida e “conversacional” que conduz diretamente à conversão. Mas será que a realidade é mesmo assim? Hype vs. Realidade: o papel ainda central de Google nas reservas diretas Embora a IA esteja efetivamente a mudar a forma como as pessoas procuram informação, a realidade hoje é que ainda não estamos num cenário em que as decisões, e sobretudo as reservas hoteleiras, acontecem dentro de ecossistemas de IA. Pelo contrário, o que observamos na prática é que a tecnologia para concluir este tipo de transações em ambientes de IA ainda se encontra numa fase inicial de desenvolvimento. Os dados partilhados pela Google durante o painel da Blastness na ITB falam por si: hoje, a adoção efetiva de motores de pesquisa potenciados por IA continua bem abaixo dos 5% do total, enquanto 100% das reservas continuam a passar pelos canais tradicionais. A funcionalidade destas ferramentas em termos de reforço do canal direto ainda é extremamente limitada em comparação com os motores de pesquisa tradicionais. Ao longo dos anos, a Google construiu um ecossistema altamente avançado para o setor do turismo, oferecendo aos hotéis ferramentas que cobrem todo o percurso do utilizador: da pesquisa orgânica à publicidade, dos formatos específicos para hotelaria à integração com Maps e sistemas de comparação de preços. Neste contexto, o chamado “web real estate” continua a ter um valor central. Ter visibilidade no espaço digital da pesquisa significa captar procura real no momento em que ela se forma. E isso significa que a competição pelo canal direto continua, ainda hoje, profundamente ligada à Google. Comportamento do utilizador: evolução dentro da continuidade O comportamento dos utilizadores não mudou nos seus elementos fundamentais: as pessoas pesquisam, comparam, avaliam e reservam. O que mudou foi o “como” pesquisam online: as queries estão mais longas, mais específicas e mais conversacionais. No turismo isto é evidente. Antes alguém procurava “Hotel em Barcelona”. Hoje procura algo como “melhores hotéis quatro estrelas em Barcelona perto da praia com quartos familiares e piscina”. Durante anos descrevemos este processo como o “messy middle”: uma fase entre a inspiração e a decisão onde os viajantes exploram, comparam e avaliam várias opções antes de reservar. O fim do messy middle? Com a pesquisa potenciada por IA, os viajantes conseguem atravessar este processo muito mais rapidamente. Em vez de visitar dezenas de sites, podem fazer perguntas complexas e receber respostas imediatas e sintetizadas. A inspiração pode começar em qualquer lado: YouTube, Instagram, TikTok ou motores de pesquisa. O resultado é um percurso de decisão não linear, onde os utilizadores alternam entre várias plataformas. Mas há algo importante: quando passam da inspiração para a avaliação, regressam à pesquisa. A Google indica que 81% dos utilizadores de redes sociais usam a pesquisa para validar aquilo que descobriram nessas plataformas. E dois terços afirmam que a pesquisa influenciou a decisão final de compra. Ou seja, a descoberta pode acontecer em qualquer lugar, mas a intenção e a conversão continuam centradas na pesquisa. O que isto significa para os hotéis: os três pilares das reservas diretas Como se traduz isto na prática para os hotéis? Para competir no canal direto, três elementos tornam-se fundamentais. Dados precisos e estruturados: preços atualizados, disponibilidade em tempo real e informação correta sobre o hotel. Conteúdos ricos e de qualidade: imagens, descrições e metadados que ajudam a definir o posicionamento do hotel. Campanhas baseadas em sistemas inteligentes, como o BMS Blastness, que permitem captar utilizadores com elevada intenção no momento certo. Quando estes três elementos funcionam em conjunto, a visibilidade transforma-se em reservas diretas.  

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18 September 2026

Investimento em novos hotéis marca nova edição da DECORHOTEL: Com dezenas de unidades previstas para Lisboa e Porto, feira reforça papel como plataforma de negócios para o setor.

A hotelaria portuguesa continua a revelar uma forte dinâmica de investimento. Segundo dados recentemente divulgados pela AHP - Associação da Hotelaria de Portugal, Lisboa deverá receber mais 45 hotéis até 2028, enquanto o Porto prevê a abertura de mais 35 novas unidades no mesmo período, números que evidenciam a confiança dos investidores no potencial turístico do país. O investimento estende-se a outras zonas do território, no Algarve, Alentejo e região Centro. É neste cenário de crescimento que a DECORHOTEL regressa à Exponor, em Matosinhos, de 4 a 6 de novembro de 2026, reunindo empresas, marcas e profissionais ligados ao projeto, construção, decoração, equipamentos, produtos e serviços para hotelaria. A concretização de novos empreendimentos turísticos e a renovação das unidades existentes representam oportunidades significativas para arquitetos, projetistas, construtores, designers de interiores, fornecedores de equipamentos e empresas tecnológicas. A DECORHOTEL tem acompanhado esta evolução, afirmando-se como o principal ponto de encontro entre a oferta e a procura de soluções para o setor hoteleiro nacional. Durante três dias, os visitantes profissionais vão ter acesso às mais recentes tendências e inovações em áreas como construção, mobiliário, iluminação, têxteis, tecnologia, automação, sustentabilidade e gestão operacional. A feira constitui também um espaço privilegiado para a criação de parcerias estratégicas e para o desenvolvimento de novos negócios. O crescimento da capacidade hoteleira nacional traz valor à economia nacional, nomeadamente através do turismo que representa atualmente 16,1% do PIB e gera 36,2 mil milhões de euros, ao mesmo tempo que coloca novos desafios ao planeamento urbano, à sustentabilidade e à diferenciação da oferta turística. A DECORHOTEL promove o contacto entre os diferentes intervenientes do setor, contribuindo para uma reflexão conjunta sobre o futuro da hotelaria em Portugal. Ao longo do evento haverá um programa de seminários, complementando a componente de exposição e promovendo a partilha de conhecimento, a discussão de tendências e temas relevantes para o futuro da indústria. A 9.ª edição da DECORHOTEL realiza-se de 4 a 6 de novembro, na Exponor, reforçando o objetivo de apoiar o desenvolvimento de uma hotelaria mais moderna, eficiente e preparada para responder às exigências do mercado.

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11 September 2026

Viva.com liga-se diretamente à Rede Multibanco para oferecer MB e MB WAY

A Viva.com é o primeiro banco internacional a aderir diretamente ao scheme de pagamentos nacional, passando a aceitar cartões MB e pagamentos MB WAY nos seus comerciantes em Portugal e na Europa. A Viva.com, o primeiro Tech Bank da Europa para negócios, anunciou a sua adesão à Rede Multibanco oferecendo pagamentos MB WAY e pagamentos com cartão MB em Portugal e na Europa. Este marco estabelece a Viva.com como o primeiro banco internacional a aderir diretamente ao scheme MB, dando à sua rede de negócios locais e internacionais acesso a mais de 9 milhões de portadores de cartões MB e mais de 7 milhões de utilizadores MB WAY, para aceitação de pagamentos em loja e online. A adesão ao scheme MB e ao MB WAY é a mais recente prova do papel da Viva.com como infraestrutura critica pan-europeia de pagamentos e serviços bancários. Em vez de tratar a Europa como um mercado uniforme, a Viva.com liga-se individualmente aos sistemas de pagamento domésticos de cada país, transformando um cenário fragmentado numa única plataforma sem perder relevância local. Isto faz parte da estratégia da Viva.com para permitir que os negócios cresçam através de soluções de alto desempenho adaptadas às preferências dos consumidores locais, apoiando simultaneamente a expansão de schemes de pagamento domésticos para novas geografias. A integração traz a aceitação de cartões MB e de MB Way via QR Code e Contactless para a plataforma omnicanal da Viva.com: presencialmente, através da tecnologia Tap on Any Device, disponível em mais de 1.215 dispositivos Android e iPhone, e online, através do gateway Smart Checkout, otimizado para aumentar a conversão. A plataforma estende-se ainda a ambientes de marketplace, oferecendo fluxos de pagamento unificados em todos os modelos de negócio. Como resultado, os comerciantes e parceiros portugueses podem aceitar mais de 40 métodos de pagamento, incluindo MB e MB WAY, com liquidação em tempo real, ferramentas avançadas de relatórios, taxas de transação até 0%, e soluções de financiamento personalizadas. Adicionalmente, os comerciantes Viva.com na Europa poderão aceitar MB WAY de utilizadores portugueses Pedro Saldanha, Country Manager de Portugal na Viva.com, afirmou: "Estamos orgulhosos de ser o primeiro banco internacional a ter ligação direta ao scheme nacional de pagamentos MB, processando transações MB WAY através do nosso próprio software de terminal. Isto faz parte do compromisso da Viva.com em disponibilizar inovação aos negócios portugueses promovendo a sua transformação digital. Somos um parceiro único para os negócios locais e para o comércio europeu."

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08 September 2026

Bernardo Trindade entra em força na corrida à CTP: candidatura diz ter já 60% dos apoios

A corrida à presidência da Confederação do Turismo de Portugal pode estar a ganhar um favorito. A candidatura de Bernardo Trindade afirma ter já assegurado declarações de apoio correspondentes a cerca de 60% do universo eleitoral da CTP, numa demonstração de força que altera substancialmente o equilíbrio da disputa pela sucessão de Francisco Calheiros. Se os apoios agora anunciados se traduzirem em votos no momento da eleição, Bernardo Trindade parte para a próxima fase da corrida à CTP com uma vantagem muito expressiva sobre Pedro Costa Ferreira, o outro candidato já assumido à presidência da Confederação para o mandato 2027-2030. E não é apenas a dimensão dos apoios que chama a atenção. A candidatura do atual presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) conseguiu reunir entidades provenientes de praticamente todas as áreas relevantes da atividade turística, da hotelaria à aviação e aeroportos, passando pelos casinos, rent-a-car, golfe, resorts, cruzeiros, restauração e promoção turística, além de organizações empresariais de diferentes regiões do país. Entre as associações que declararam apoio encontram-se a AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, APHORT – Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo, AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, ARHCESMO – Associação dos Hoteleiros de Cascais, Estoril, Sintra, Mafra e Oeiras e ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal. Mas a candidatura ultrapassou claramente as fronteiras da hotelaria, juntando também a ARAC – Associação Nacional dos Locadores de Veículos, APC – Associação Portuguesa de Casinos, CNIG – Conselho Nacional da Indústria do Golfe e APR – Associação Portuguesa de Resorts. No plano regional surgem ainda a ACIF-CCIM – Associação Comercial e Industrial do Funchal, ACISO – Associação Empresarial Ourém-Fátima e Câmara do Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo, bem como entidades de promoção turística de Lisboa, Porto e Norte e Algarve. Pesos pesados da hotelaria alinham com Trindade Ainda mais significativa é a lista de empresas que já se colocaram ao lado de Bernardo Trindade. Entre os grupos hoteleiros encontram-se alguns dos maiores operadores nacionais, como Pestana Hotel Group, Vila Galé Hotéis, SANA Hotels, HOTI Hotéis, Four Seasons Hotel Ritz Lisbon, ALTIS Hotels, SAVOY Signature, NH Hotels, Grupo Solverde, PHC Hotels, SC Hospitality, Turistrela, PALMINVEST e Dom Pedro Algarve e Madeira. Fora da hotelaria, o apoio estende-se a nomes particularmente relevantes na cadeia de valor do turismo, entre os quais ANA – Aeroportos de Portugal, SATA Air Açores, Grupo Ibersol, DouroAzul, Estoril Sol, Sociedade Figueira Praia, IAFE – Instituto da Empresa e Lisbon Cruise Port. A transversalidade desta lista dá conteúdo à estratégia que Bernardo Trindade tem procurado imprimir à candidatura: deixar de ser visto apenas como o candidato da hotelaria e apresentar-se como candidato de uma parte muito mais ampla do turismo português. O tabuleiro mudou Quando, em maio, o Opção Turismo noticiou que a AHP avançava com Bernardo Trindade para liderar a CTP, a eleição começava a desenhar-se como um confronto entre a hotelaria e o setor das agências de viagens. A confirmação, em julho, da candidatura de Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, reforçou essa leitura. Costa Ferreira apresentou-se com o apoio inicial da AHRESP, ALEP, APECATE, APAVT e ARP, defendendo uma CTP mais interventiva, mais próxima das regiões e mais participada pelas associações que a integram. Do outro lado, Bernardo Trindade iniciou a corrida apoiado pela AHP, mas a fotografia agora divulgada é substancialmente diferente. A candidatura afirma reunir atualmente apoios equivalentes a cerca de 60% do universo eleitoral da CTP, o que, a confirmar-se no momento da votação, coloca Trindade numa posição claramente dominante na corrida. Há, naturalmente, uma diferença entre uma declaração de apoio e um voto efetivamente depositado numa eleição. Mas, numa estrutura associativa como a CTP, a dimensão e sobretudo a diversidade dos apoios agora tornados públicos constituem um sinal político difícil de ignorar. E aumentam inevitavelmente a pressão sobre Pedro Costa Ferreira para demonstrar capacidade de alargar a sua própria base eleitoral. Bernardo Trindade vai agora ao terreno Curiosamente, depois de revelar uma posição que aparentemente lhe é já muito favorável, Bernardo Trindade entra agora numa fase de auscultação dos associados. Depois de uma deslocação à Madeira em agosto, a candidatura tem previstos encontros no Algarve, a 18 de setembro, e no Porto, a 21 de setembro, seguindo-se Lisboa. A estratégia passa por ouvir diretamente associações e empresas, recolher contributos e construir a partir daí o programa eleitoral. Competitividade, investimento, recursos humanos, acessibilidades e capacidade de aumentar o valor criado pelo turismo deverão estar entre os principais temas em discussão. A lista completa para os órgãos sociais da CTP e o programa da candidatura serão apresentados posteriormente. Uma eleição que pode começar a decidir-se antes das urnas A sucessão de Francisco Calheiros prometia ser uma das disputas associativas mais interessantes dos últimos anos no turismo português. Calheiros preside à CTP desde 2012 e deixa o cargo depois de quase década e meia à frente daquela que é a principal confederação empresarial do turismo e parceiro social do Estado. Pedro Costa Ferreira e Bernardo Trindade chegaram à corrida com perfis muito diferentes e bases de partida igualmente distintas: o primeiro depois de quase 15 anos à frente da APAVT; o segundo com um percurso dividido entre a hotelaria, a governação e o associativismo empresarial. Mas os números agora apresentados pela candidatura de Bernardo Trindade introduzem um novo elemento na equação. Com cerca de 60% do universo eleitoral da CTP já associado publicamente à sua candidatura, Bernardo Trindade deixa de ser apenas um dos dois candidatos à sucessão de Francisco Calheiros. Neste momento, é o homem que parte à frente. A questão passa agora a ser saber se Pedro Costa Ferreira consegue inverter a relação de forças — ou se a eleição para a presidência da CTP começa, afinal, a decidir-se muito antes de chegar às urnas. in Opção Turismo

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