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Mensagem do Presidente

Que futuro queremos para o Turismo!

O reconhecimento mundial de que o turismo português é um sucesso traz-nos acrescidas responsabilidade, uma vez que todos queremos que no futuro esta situação se mantenha.

Para este sucesso, contribuíram desde logo as condições naturais do território, mas também a hospitalidade dos portugueses, reconhecido por todos os que nos visitam.

Sendo uma atividade eminentemente de iniciativa privada, depende também da criação de infraestruturas por parte do Estado, por forma a que a atividade seja economicamente viável.

Ao longo dos últimos 12 anos, o parque hoteleiro nacional viu surgir um elevado número de hotéis, representando um crescimento de 7%, desde hotéis clássicos, mas também muitos inovadores, quer pelo seu design ou conceito.

Durante estes anos, a grave crise financeira mundial afetou a consolidação do setor que recuperou a partir de 2012, vindo a representar em 2017 8% do PIB, 50% das exportações de serviços, 20% das exportações totais, 9% no emprego e 20% no total, tornando-se assim uma atividade essencial à economia portuguesa.

Em 2018 tivemos uma edição de luxo, nos 30 anos do Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo da AHP. Foi nosso objetivo fazer uma visita realista ao sucesso do turismo nacional e uma discussão sobre as respostas possíveis a dar aos desafios que se colocarão no futuro, assim como as novas tendências que começam a surgir.

Tivemos a oportunidade de perceber como foi essencial a promoção do Turismo de Portugal ao longo dos últimos 10 anos por forma a colocar Portugal entre os principais destinos turísticos mundiais. Fizemos, ainda, o contraponto entre os desafios do interior e os constrangimentos das áreas metropolitanas. Foram também apresentadas novas tendências de hospitalidade - do co-living ao co-working - o desafio da restauração nos hotéis e como diferenciar a hotelaria de luxo.

Sendo uma atividade eminentemente de iniciativa privada, depende também da criação de infraestruturas por parte do Estado, por forma a que a atividade seja economicamente viável.

Para todos os destinos é importante o transporte aéreo de que o turismo português depende em mais de 80%, e estando prevista a ampliação do Aeroporto de Lisboa para o Montijo, em 2022, é necessário criar incentivos para garantir o acesso direto de transporte aéreo a regiões como Algarve, Madeira, Açores e Porto.

Queremos, juntos, trabalhar para que Potugal seja um destino estável, maduro e sustentável, tanto para quem nos visita como para quem aqui vive.

Raul Martins
Presidente da Associação da Hotelaria de Portugal