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08 September 2026

Bernardo Trindade entra em força na corrida à CTP: candidatura diz ter já 60% dos apoios

A corrida à presidência da Confederação do Turismo de Portugal pode estar a ganhar um favorito. A candidatura de Bernardo Trindade afirma ter já assegurado declarações de apoio correspondentes a cerca de 60% do universo eleitoral da CTP, numa demonstração de força que altera substancialmente o equilíbrio da disputa pela sucessão de Francisco Calheiros. Se os apoios agora anunciados se traduzirem em votos no momento da eleição, Bernardo Trindade parte para a próxima fase da corrida à CTP com uma vantagem muito expressiva sobre Pedro Costa Ferreira, o outro candidato já assumido à presidência da Confederação para o mandato 2027-2030. E não é apenas a dimensão dos apoios que chama a atenção. A candidatura do atual presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) conseguiu reunir entidades provenientes de praticamente todas as áreas relevantes da atividade turística, da hotelaria à aviação e aeroportos, passando pelos casinos, rent-a-car, golfe, resorts, cruzeiros, restauração e promoção turística, além de organizações empresariais de diferentes regiões do país. Entre as associações que declararam apoio encontram-se a AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, APHORT – Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo, AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, ARHCESMO – Associação dos Hoteleiros de Cascais, Estoril, Sintra, Mafra e Oeiras e ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal. Mas a candidatura ultrapassou claramente as fronteiras da hotelaria, juntando também a ARAC – Associação Nacional dos Locadores de Veículos, APC – Associação Portuguesa de Casinos, CNIG – Conselho Nacional da Indústria do Golfe e APR – Associação Portuguesa de Resorts. No plano regional surgem ainda a ACIF-CCIM – Associação Comercial e Industrial do Funchal, ACISO – Associação Empresarial Ourém-Fátima e Câmara do Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo, bem como entidades de promoção turística de Lisboa, Porto e Norte e Algarve. Pesos pesados da hotelaria alinham com Trindade Ainda mais significativa é a lista de empresas que já se colocaram ao lado de Bernardo Trindade. Entre os grupos hoteleiros encontram-se alguns dos maiores operadores nacionais, como Pestana Hotel Group, Vila Galé Hotéis, SANA Hotels, HOTI Hotéis, Four Seasons Hotel Ritz Lisbon, ALTIS Hotels, SAVOY Signature, NH Hotels, Grupo Solverde, PHC Hotels, SC Hospitality, Turistrela, PALMINVEST e Dom Pedro Algarve e Madeira. Fora da hotelaria, o apoio estende-se a nomes particularmente relevantes na cadeia de valor do turismo, entre os quais ANA – Aeroportos de Portugal, SATA Air Açores, Grupo Ibersol, DouroAzul, Estoril Sol, Sociedade Figueira Praia, IAFE – Instituto da Empresa e Lisbon Cruise Port. A transversalidade desta lista dá conteúdo à estratégia que Bernardo Trindade tem procurado imprimir à candidatura: deixar de ser visto apenas como o candidato da hotelaria e apresentar-se como candidato de uma parte muito mais ampla do turismo português. O tabuleiro mudou Quando, em maio, o Opção Turismo noticiou que a AHP avançava com Bernardo Trindade para liderar a CTP, a eleição começava a desenhar-se como um confronto entre a hotelaria e o setor das agências de viagens. A confirmação, em julho, da candidatura de Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, reforçou essa leitura. Costa Ferreira apresentou-se com o apoio inicial da AHRESP, ALEP, APECATE, APAVT e ARP, defendendo uma CTP mais interventiva, mais próxima das regiões e mais participada pelas associações que a integram. Do outro lado, Bernardo Trindade iniciou a corrida apoiado pela AHP, mas a fotografia agora divulgada é substancialmente diferente. A candidatura afirma reunir atualmente apoios equivalentes a cerca de 60% do universo eleitoral da CTP, o que, a confirmar-se no momento da votação, coloca Trindade numa posição claramente dominante na corrida. Há, naturalmente, uma diferença entre uma declaração de apoio e um voto efetivamente depositado numa eleição. Mas, numa estrutura associativa como a CTP, a dimensão e sobretudo a diversidade dos apoios agora tornados públicos constituem um sinal político difícil de ignorar. E aumentam inevitavelmente a pressão sobre Pedro Costa Ferreira para demonstrar capacidade de alargar a sua própria base eleitoral. Bernardo Trindade vai agora ao terreno Curiosamente, depois de revelar uma posição que aparentemente lhe é já muito favorável, Bernardo Trindade entra agora numa fase de auscultação dos associados. Depois de uma deslocação à Madeira em agosto, a candidatura tem previstos encontros no Algarve, a 18 de setembro, e no Porto, a 21 de setembro, seguindo-se Lisboa. A estratégia passa por ouvir diretamente associações e empresas, recolher contributos e construir a partir daí o programa eleitoral. Competitividade, investimento, recursos humanos, acessibilidades e capacidade de aumentar o valor criado pelo turismo deverão estar entre os principais temas em discussão. A lista completa para os órgãos sociais da CTP e o programa da candidatura serão apresentados posteriormente. Uma eleição que pode começar a decidir-se antes das urnas A sucessão de Francisco Calheiros prometia ser uma das disputas associativas mais interessantes dos últimos anos no turismo português. Calheiros preside à CTP desde 2012 e deixa o cargo depois de quase década e meia à frente daquela que é a principal confederação empresarial do turismo e parceiro social do Estado. Pedro Costa Ferreira e Bernardo Trindade chegaram à corrida com perfis muito diferentes e bases de partida igualmente distintas: o primeiro depois de quase 15 anos à frente da APAVT; o segundo com um percurso dividido entre a hotelaria, a governação e o associativismo empresarial. Mas os números agora apresentados pela candidatura de Bernardo Trindade introduzem um novo elemento na equação. Com cerca de 60% do universo eleitoral da CTP já associado publicamente à sua candidatura, Bernardo Trindade deixa de ser apenas um dos dois candidatos à sucessão de Francisco Calheiros. Neste momento, é o homem que parte à frente. A questão passa agora a ser saber se Pedro Costa Ferreira consegue inverter a relação de forças — ou se a eleição para a presidência da CTP começa, afinal, a decidir-se muito antes de chegar às urnas. in Opção Turismo

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07 September 2026

Roca apresenta nova coleção MERIDIAN

Desenvolvida pelo estúdio Altherr Désile Park (ADP), em Barcelona, a nova Meridian nasce da ideia de equilíbrio. Inspirada na arquitetura mediterrânica, a coleção reinterpreta uma das séries mais emblemáticas da Roca através de uma linguagem contemporânea que pensa o espaço de banho como um todo, privilegiando a relação entre os diferentes elementos que o compõem. Essa visão traduz-se em formas suaves e numa abordagem de design que aproxima tradição e contemporaneidade. O resultado são ambientes serenos e luminosos, onde a cerâmica, o mobiliário e os restantes elementos dialogam entre si, criando um conjunto coeso. A seleção de materiais, como a madeira certificada FSC®, e soluções como a tecnologia Rimless® Vortex refletem esse compromisso, conciliando estética, sustentabilidade e desempenho. Com esta renovação, a Meridian reforça o legado de uma das coleções mais emblemáticas da Roca, propondo uma abordagem integrada ao espaço de banho, onde a força do conjunto prevalece sobre a soma das suas partes. Conheça a coleção Meridian e descubra todas as possibilidades para o seu próximo projeto.

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07 September 2026

DHM e Octant apostam no ChatGPT para chegar a novos viajantes

A Discovery Hotel Management (DHM) e a Octant Hotels passaram a integrar a plataforma de publicidade do ChatGPT em Portugal, numa iniciativa que pretende reforçar a presença do grupo nos novos canais de pesquisa e inspiração de viagens. Numa primeira fase, a aposta abrange cinco unidades do portefólio: Crowne Plaza Caparica Lisbon, Dolce CampoReal Lisboa, Octant Douro, Octant Vila Monte e Octant Praia Verde. A DHM justifica esta entrada com a mudança na forma como os consumidores pesquisam e planeiam as suas viagens, cada vez mais através de ferramentas de inteligência artificial e de pesquisas conversacionais, que partem muitas vezes do tipo de experiência procurada e não de um destino ou hotel previamente definido. “Hoje, escolher uma viagem começa muitas vezes de forma diferente. Um consumidor pode perguntar onde passar um fim de semana, que região descobrir ou que hotel se adequa ao tipo de viagem que procura”, refere Cláudia Silva, Diretora de Marketing da DHM. Segundo a responsável, “estar presente no ChatGPT significa acompanhar esta mudança na forma como os viajantes encontram inspiração e tomam decisões”, sobretudo num portefólio em que fatores como o destino, a gastronomia, a localização e a identidade de cada hotel assumem peso na escolha. Os anúncios são apresentados como conteúdo patrocinado e surgem associados ao contexto das pesquisas realizadas pelos utilizadores. Com esta aposta, a DHM procura posicionar as suas unidades numa fase mais inicial do processo de decisão, quando o viajante ainda está a procurar ideias, destinos ou experiências para uma futura viagem. in Ambitur

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11 August 2026

A capacidade de ler os dados de forma clara e imediata

Gerir as tarifas de um hotel não significa apenas definir um preço, mas interpretar continuamente o que está a acontecer com a procura, compreender quando intervir e, sobretudo, fazê-lo no momento certo. Neste contexto, escolher o Revenue Management System certo torna-se uma decisão estratégica. No entanto, nem todos os RMS oferecem o mesmo nível de análise, controlo e capacidade de intervenção. A diferença não está apenas na tecnologia, mas na qualidade dos dados, na capacidade de os interpretar e na flexibilidade operacional que o sistema garante. Aqui estão os elementos-chave a considerar para escolher um RMS verdadeiramente eficaz. A capacidade de ler os dados de forma clara e imediata Todos os dias, um revenue manager depara-se com uma grande quantidade de informação: o primeiro aspeto a avaliar é, portanto, a capacidade do sistema de fornecer uma visão clara do desempenho. Entre os principais indicadores a monitorizar diariamente estão: Pick-up: indica a variação das reservas em relação ao dia ou período anterior, também em comparação com tendências históricas, ajudando a compreender se a pressão da procura está a acelerar ou a desacelerar. Ocupação atual vs forecast: permite verificar se o desempenho real está alinhado com as previsões, ajudando a avaliar a coerência entre a procura esperada e a procura efetiva. ADR e RevPAR: ajudam a analisar se o aumento da ocupação ocorre mantendo uma qualidade de preço adequada e sustentável. Booking window: mostra com que antecedência são feitas as reservas, oferecendo indicações úteis sobre quando intervir nos preços e nas estratégias. Segment mix / canais de venda: dados essenciais para compreender a origem da procura e otimizar preços, disponibilidade e distribuição em conformidade. Um RMS evoluído deve fornecer estes dados em tempo real e permitir uma leitura integrada, oferecendo uma visão clara e atualizada da situação. Um sistema que não observa apenas, mas interpreta os dados Um aumento do pick-up em comparação com o ano anterior pode indicar um crescimento da procura e sugerir um aumento das tarifas e/ou a introdução de restrições nas condições de venda, como a definição de um Minimum Length of Stay, o fecho de planos tarifários com desconto ou a redução da disponibilidade nos canais menos rentáveis. Pelo contrário, uma ocupação baixa na presença de uma forte procura de mercado pode evidenciar um problema de posicionamento tarifário ou de visibilidade. Variações súbitas em datas específicas são sinais que devem ser identificados imediatamente: podem refletir eventos de grande impacto no destino e exigir um ajuste imediato das tarifas. Da mesma forma, uma elevada ocupação alcançada com grande antecedência é frequentemente sinal de um preço inicial demasiado baixo. Um RMS eficaz permite identificar estes sinais antes que se tornem evidentes, possibilitando agir com antecedência e maior precisão. Flexibilidade operacional e controlo estratégico Outro elemento fundamental na escolha de um RMS é o nível de controlo que deixa ao revenue manager. Automação e flexibilidade devem coexistir. O sistema deve ser capaz de operar de forma autónoma, mas sempre dentro de limites estratégicos definidos pelo hotel, permitindo intervenções manuais pontuais quando necessário. Um RMS demasiado rígido torna-se uma limitação à estratégia, enquanto um sistema sem funcionalidades como o AutoPilot reduz a eficiência operacional: a escolha certa é uma solução que equilibra ambas as dimensões. Gestão avançada de canais Um sistema avançado deve permitir uma gestão diferenciada dos canais diretos e indiretos. No RMS Blastness, esta abordagem concretiza-se num modelo de Dual Revenue Management que, até à data, representa uma solução única no mercado: um sistema concebido para gerir o pricing de forma dinâmica e distinta entre o site oficial e as OTAs. Neste cenário, o preço do canal direto não é simplesmente alinhado com os outros canais, mas é otimizado de forma independente para maximizar o rendimento líquido e melhorar o mix de distribuição. O revenue manager mantém o controlo total da estratégia, definindo corredores tarifários e o posicionamento do site oficial. Dentro destes parâmetros, o algoritmo pode ajustar os preços de forma dinâmica, tendo em conta a procura, o comportamento dos utilizadores e as condições de mercado. O resultado é uma gestão da distribuição mais evoluída e performante, que permite aumentar a rentabilidade global e valorizar de forma concreta o canal direto.   por Blastness

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