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Notícias

26 April 2019

Ocupação na hotelaria desceu em fevereiro. A ''culpa''foi do Carnaval

A taxa de ocupação na hotelaria desceu 2,2 pontos percentuais em fevereiro, para 53%, e o preço médio por quarto disponível caiu 3%, face ao período homólogo, revelam dados da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).        A monitorização mensal da associação (AHP Tourism Monitors) mostra que, em fevereiro passado, a queda da taxa de ocupação registou-se em todas as categorias hoteleiras, mas destacou-se nos hotéis de 4 estrelas com uma descida de 3,3 pontos percentuais (pp) face a fevereiro de 2018.    O preço médio por quarto disponível (RevPar) foi de 37 euros em fevereiro, caindo 3% face ao mesmo mês do ano passado, sendo Lisboa (57 euros), Madeira (49 euros) e Grande Porto (40 euros) os destinos com valores mais elevados.    O preço médio por quarto ocupado registou uma subida de 1%, embora nos hotéis de cinco estrelas se tenha registado uma queda de 2% relativamente a janeiro.    A presidente da AHP, Cristina Siza Vieira, citada em comunicado hoje divulgado, classificou os resultados de fevereiro como "um claro reflexo do efeito Carnaval que, no ano passado, se festejou em fevereiro" e este ano em março.    "Carnaval e Páscoa, como é sabido, são dois momentos altos do primeiro quadrimestre para a hotelaria nacional, pelo que as alterações de calendário impactam" na atividade, disse.    Os dados da AHP revelam ainda que a taxa de ocupação hoteleira Madeira está em queda há cinco meses consecutivos e que, apesar do crescimento homólogo no preço médio por quarto ocupado, a queda na ocupação reflete-se desde o início do ano numa quebra, ainda que ligeira, no preço médio por quarto disponível.    "Isto é, apesar dos bons resultados na taxa de ocupação e no RevPar da Madeira, em termos comparados com outros destinos, preocupa-nos este registo consecutivo de performance negativa nestes indicadores, sobretudo pela queda dos hóspedes dos mercados inglês e alemão", afirma a AHP no comunicado.  in notíciasaominuto, via Lusa

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22 April 2019

Hoteleiros dos Açores são os mais optimistas quanto a receitas

A maioria dos hoteleiros portugueses perspectiva que nesta Páscoa terá receitas totais e de alojamento "melhores" que no período homólogo de 2018, segundo um inquérito realizado pela AHP - Hotelaria de Portugal.     Um comunicado da AHP diz que essa foi a resposta de 61% dos inquiridos e especifica que para 57% e 60%, respectivamente, os preços médios de quartos e a RevPAR (receita média de quartos por quarto disponível ou preço médio ponderado pela taxa de ocupação) no período de férias escolares, de 8 a 22 de Abril, serão superiores.     Já quanto à taxa de ocupação, a AHP informou apenas que "45% dos hoteleiros inquiridos indicaram que neste período a taxa de ocupação será igual à Páscoa de 2018", sem especificar qual a tendência dominante entre os restantes 55%.     80% dos inquiridos nos Açores estão optimistas     O comunicado da AHP diz ainda que "a nível nacional, a região claramente mais optimista relativamente à taxa de ocupação e preço médio de quartos é os Açores, onde 80% dos inquiridos apontaram que será melhor nos dois indicadores, enquanto a menos optimista é a Madeira, onde apenas 17% e 25%, respectivamente, indicaram que será melhor".     A segunda região mais optimista em relação à taxa de ocupação é o Centro, onde será melhor para 51% dos hoteleiros, diz também o comunicado, que acrescenta que relativamente à RevPar "os mais optimistas são o Norte e os Açores, onde 78% e 70% dos hoteleiros responderam que será melhor que o mesmo período do ano anterior" e que "também aqui a Madeira é o menos optimista".     Turistas nacionais têm maior peso     Quanto à origem dos turistas, os mais apontados como principais emissores são Portugal, "para 84% dos inquiridos", e Espanha, "para 67% dos inquiridos", "com um peso de 23% e 21%, respectivamente".     Recorde-se que Fernando Neves, representante da Associação da Hotelaria de Portugal nos Açores (AHP), já tinha revelado ao nosso jornal que "mantém-se a procura do destino Açores na altura da Páscoa", acrescentando que "esta é sempre uma altura em que há uma maior procura e tem sido uma fase que tem marcado, nos últimos anos, a viragem da época baixa para a época alta".     Procura continua estável     Este responsável deu conta que "as ocupações hoteleiras este ano estão ao nível do ano passado, com alguma estabilização. Ou seja, não se registam aumentos nas ocupações, mas também não há quebras. A procura continua estável em relação aos anos anteriores. Importa também referir que estamos numa fase em que a ocupação, em concreto em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, é elevada, logo a capacidade de crescimento também não pode ser maior".     Festas de Santo Cristo também com muita procura     Fernando Neves revela ainda que a seguir à Páscoa também já se nota uma estabilização e uma ocupação já com alguma relevância comparando com os números do ano passado, assegurando que "o mês de Maio, em São Miguel, já tem uma procura bastante elevada, em particular por causa das festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres.     Neste momento as taxas de ocupação estão praticamente completas".     O mesmo se poderá dizer em relação ao Verão de 2019 que o representante da Associação da Hotelaria de Portugal nos Açores acredita que se irá manter nos mesmos níveis do ano passado.  

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22 April 2019

Reportagem: Hubs aéreos – motores de competitividade de um destino

Falar da realidade das cidades de Lisboa e do Porto como hubs turísticos, capazes de atrair e distribuir fluxos turísticos, não ficaria completo se não abordássemos a questão do transporte aéreo. Até porque o desenvolvimento turístico de um destino, sobretudo de Portugal com a sua localização geográfica, está intimamente dependente das ligações aéreas.        Sendo os aeroportos destas duas cidades a principal porta de entrada no país, Cristina Siza Vieira, presidente executiva da AHP, demonstra a sua preocupação com alguns constrangimentos já conhecidos na capital, onde se aguarda pela concretização da opção Montijo bem como o reajuste do atual aeroporto de Lisboa. Uma preocupação compartilhada por Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, que garante ser este o grande problema de Lisboa, neste momento. A representante da AHP propôs já ao Governo que se criem “incentivos para incrementar as ligações aéreas em outros aeroportos para melhor distribuição de fluxos turísticos em todo o país”.    No caso do Porto, a associação também chama a atenção para a capacidade do aeroporto Francisco Sá Carneiro para o qual “já há muito” propunha também a sua otimização, “absorvendo parte dos voos de longo curso, com vantagens, aliás, para o próprio destino Porto e Norte”. Cristina Siza Vieira afirma estar pois satisfeita com o reforço das rotas diretas da TAP do Porto para o Brasil, EUA e Europa. Para o presidente da APAVT, na Invicta o desafio, mais do que relacionado com espaço no aeroporto, passará “por diversificar as rotas aéreas, permitindo o contacto direto de mais mercados emissores”.    Novas rotas de Lisboa e Porto com a TAP    Ao que fonte oficial da TAP responde que este reforço de rotas não acontecerá apenas na Invicta, onde a companhia irá inaugurar as rotas de Bruxelas, Lyon e Munique, além de reforçar as frequências para São Paulo e Nova Iorque/Newark, que passam a estar disponíveis três e seis vezes por semana, respetivamente. Também a partir da capital será possível viajar, a partir de 2019, para Telavive, Basileia, Dublin, Washington, Chicago, São Francisco, Tenerife e Nápoles.    “O nosso objetivo é dar a conhecer a companhia e impulsionar os nossos destinos nacionais, não só Lisboa e Porto, trazendo cada vez mais estrangeiros a Portugal”, refere a mesma fonte, que adianta que a localização privilegiada de Portugal permite à TAP ser uma plataforma para a grande maioria das cidades europeias, funcionando como portal para as Américas e potenciando o desenvolvimento da economia nacional.    “Acreditamos que o país tem de ser conhecido por todos, por isso – e aproveitando o facto de a companhia servir como Gateway Atlântico – criámos o programa Portugal Stopover com as ofertas e experiências exclusivas”, subinha a fonte oficial da TAP. Querendo ser mais do que apenas uma transportadora, a companhia nacional de bandeira afirma querer contribuir para uma experiência do cliente, que começa desde logo com o serviço a bordo e o modo como Portugal é apresentado nos aviões.    Ryanair: aeroportos portugueses já são hubs europeus    A Ryanair, por sua vez, garante já ter convertido os aeroportos portugueses, nomeadamente o Porto, a sua principal base em Portugal, em hubs a nível europeu, alegando poder “fazer muito mais caso as taxas aeroportuárias fossem mais competitivas”, frisa Andreia Cunha, Sales & Marketing manager da companhia. A low-cost sublinha o seu papel na conectividade, tendo já aumentado em Portugal o seu tráfego de um milhão de passageiros transportados em 2008 para 11 milhões este ano, num total de mais de 130 rotas diretas.    Andreia Cunha realça o facto de, contrariamente à TAP, a Ryanair ter desenvolvido a sua estratégia oferecendo rotas internacionais diretas (53 no Porto, 26 em Lisboa, 37 em Faro e três em Ponta Delgada). “Verificamos que a Ryanair já está a desempenhar um papel determinante no desenvolvimento do turismo português”, conclui a responsável.    No caso do Aeroporto Humberto Delgado, Andreia Cunha não nega que os conhecidos constrangimentos são “uma ameaça ao desenvolvimento de tráfego, não só na capital portuguesa, mas em toda a região servida por este aeroporto. E dá o exemplo do aeroporto de Londres Gatwick que, com apenas uma pista, tem uma capacidade declarada 40% superior aos 40 movimentos por hora do aeroporto de Lisboa. “Se conseguíssemos atingir esta capacidade de 55 movimentos por hora no Humberto Delgado durante apenas quatro horas por dia, poderíamos aumentar a capacidade do aeroporto em 2,5 milhões de passageiros por ano (assumindo um índice de ocupação médio de 80% em aviões com 161 lugares, a média do aeroporto em 2017, a Ryanair poderia transportar ainda mais passageiros devido aos seus elevados índices de ocupação e aeronaves com maior capacidade)”, sublinha.    Razão pela qual a low-cost tem vindo a apelar às autoridades portuguesas para que solucionem rapidamente a situação, tanto através da abertura célere do aeroporto do Montijo como de melhorias nas infraestruturas e controlo de tráfego aéreo no atual aeroporto Humberto Delgado, que permitiriam um aumento imediato de tráfego.    Nuno Barjona, Head of Marketing and New Mobility da Europcar Portugal    “ As duas principais cidades portuguesas têm vindo a evoluir muito positivamente na respetiva oferta turística, mas existem públicos chave que podem elevar a fasquia para que sejam os destinos preferidos por um tipo de turista. Os golfistas, por exemplo, deslocam-se a Portugal durante todo o ano e são usualmente turistas com um elevado poder de compra e que procuram hotelaria de qualidade. O público empresarial cuja vinda está muito relacionada com uma questão, que também tem vindo a ser trabalhada, que é trazer eventos de impacto mundial para Portugal, tal qual como fizemos com European Song Contest, mas também com a Web Summit, por exemplo. Lisboa tem potencial para atrair mais eventos, pela capacidade que os portugueses demonstram a organização, mas também pela situação natural, pelo clima, pela segurança e todos os atributos que são conhecidos.    Naquilo que à Europcar Portugal diz respeito, sabemos que a mobilidade é um elemento essencial ao turismo e dispomos de uma frota cada vez mais diversificada e que corresponde aos vários perfis de turista e tipo de turismo, assim como acontece com os serviços que lançámos. Os turistas procuram cada vez mais as bicicletas e nós disponibilizamos essa solução alternativa de mobilidade, mas também as scooters; efetuamos transfers, que nos são solicitados através do serviço de motorista, o Chauffeur Service, tanto para grupos como individualmente — um serviço também muito procurado – e, é claro, o aluguer de automóvel puro e duro. Uma cidade em que o turista se movimenta como quer e tem numerosas alternativas, é uma cidade em que a experiência de viagem é fluída e faz querer voltar mais uma vez . in Ambitur

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20 April 2019

Falta mão de obra. E os salários?

O turismo continua empregador, e com a oferta de empregos a ultrapassar largamente a procura. Numa altura em que enfrenta um "défice enorme" de mão de obra, e conservar os recursos humanos se tornou crítico para as empresas, as associações turísticas defendem que chegou a hora de mudar da imagem de um sector com trabalho pouco qualificado e mal pago, antecipando a tendência para melhorias salariais em 2019.     "Há neste momento margem para subir os salários para sustentar o crescimento que estamos a ter, já tem havido aumentos no sector e deverão continuar", sustenta Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo Português (CTP). "Como o turismo continua a precisar de pessoas, isto tende a empurrar os salários para valores mais altos. É a lei económica mais velha que conheço, a da oferta e da procura."     Segundo o presidente da CTP, "é preciso não esquecer que há seis anos Portugal tinha uma das mais altas taxas de desemprego da Europa, de 17%, e agora estamos com 6%, que é quase pleno emprego. E o grande contribuidor para a baixa do desemprego foi, sem dúvida, o turismo, houve anos em que criámos 30 mil a 40 mil postos de trabalho". O reverso tem sido as dificuldades das empresas em recrutar trabalhadores. "Na última Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) ofereceram- -se 10 mil empregos, e nem um quarto ficou satisfeito", nota Francisco Calheiros, frisando que "embora de forma mais moderada que em anos anteriores de maior crescimento, o sector vai continuar a precisar de pessoas".     5500 novos quartos de hotel a precisar de trabalhadores em 2019     A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) dá conta de uma "falta geral de recursos humanos que está a atingir todos os níveis da operação dos hotéis", o que inclui um vasto conjunto de funções, desde empregados de mesa, pessoal de receção e serviço de quartos, até bagageiros, concierges e limpadores de piscinas, além de colaboradores para assegurar as atividades de animação ou nos spa.     E com a perspetiva da AHP de abrirem 65 hotéis em Portugal em 2019, totalizando 5500 novos quartos (apesar de parte dos projetos não se concretizar na data prevista), a carência de trabalhadores tende a agudizar-se.     "Muitos dos anúncios de emprego colocados ficam desertos. Há escassez de recursos humanos na hotelaria, e todos os sectores da economia se queixam do mesmo - nós mais, porque crescemos mais do que os outros, com todas estas aberturas de hotéis e a nova oferta que está a surgir", avança fonte oficial da associação hoteleira, referindo que a maior empregabilidade "tem levado a uma pressão para cima sobre a massa salarial no sector, e com a escassez de mão de obra a continuar, é natural que haja lugar a aumentos em 2019".     No alojamento e restauração, o salário médio líquido dos trabalhadores foi de €654 em 2018, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE). Ressalvando que "o alojamento paga em regra mais do que a restauração, que puxa as contas para baixo", a AHP avança que o salário médio mensal bruto praticado pelos hotéis que são seus associados foi no ano passado de €1141, um valor que não inclui subsídio de refeição ou prémios de carácter não-regular.     "Os trabalhadores do turismo precisam de ser bem remunerados, mas o debate sobre a forma como se pode melhorar o mercado de trabalho não se deve centrar só nos salários", defende Ana Jacinto, secretária- -geral da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP). "É um sector difícil de entender, porque o trabalhador fica agarrado à empresa muitas horas consecutivas, à noite ou em feriados, e por mais salário que se meta em cima, é sempre penoso. Mais do que a matéria salarial, é no ajustamento dos tempos de trabalho que tem de haver uma grande reflexão".     A AHRESP alega fazer "um esforço anual para atualização dos salários", e que estes são negociados com as centrais sindicais UGT e CGTP no âmbito da contratação coletiva. Os aumentos médios negociados com os sindicatos foram de 3,6% ao ano em 2018 e 2019, frisando a associação que "em regra, as empresas pagam acima dos mínimos das tabelas de remuneração", e que a subida de nível em várias categorias profissionais no sector tem levado a valores superiores à média global. "Os dados do INE só consideram os valores-base, mas depois temos de acrescentar o trabalho à noite ou em feriados, que provêm do esforço do trabalhador mas refletem-se nos salários", nota Ana Jacinto. A falta de mão-de-obra também é enfatizada pela AHRESP, que no ano passado diagnosticou que o sector precisava de 40 mil postos de trabalho.     Mais 40% empregos desde 2016     "Uma das mudanças estruturais que o turismo tem tido é a capacidade de gerar emprego todo o ano, deixando de ter fortes oscilações entre a tradicional época alta e a baixa", destaca Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, lembrando que a reposição do IVA na restauração em 2015 trouxe aqui um salto, e "depois de terem diminuído 10% entre 2011 e 2015, os postos de trabalho no turismo aumentaram quase 40% desde 2016".     Segundo a Secretaria de Estado do Turismo, o número de pessoas a trabalhar no sector passou de 280 mil em fevereiro de 2015 para 386 mil no mês homólogo de 2019, resultando num saldo de 106 mil novos postos de trabalho nos últimos quatro anos.     São dados que diferem dos divulgados pelo INE, que apenas consideram alojamento e restauração, quando aqui se alargam também a agências de viagens ou rent-a-car.     "Com a folga do IVA, absorvemos os postos de trabalho que tínhamos destruído em anos anteriores, e hoje temos empresas que não conseguem abrir os estabelecimentos por falta de mão de obra", faz notar a secretária-geral da AHRESP, referindo que de 2015 a 2017 o canal Horeca criou 64,6 mil postos de trabalho. "Houve um salto qualitativo nos chefes de cozinha, mas há profissões neste sector que continuam pouco dignificadas", lembra Ana Jacinto. "Nesta altura em que o turismo continua a crescer, e com os desafios que se avizinham, é tempo de refletir porque é que trabalhar no sector não é tão atrativo."   in Expresso, por Conceição Antunes

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