Notícias
18 June 2026
Setor do turismo acredita em verão positivo mas mais exigente
As associações do setor do turismo acreditam que o verão deste ano será “positivo”, mas mais exigente, tendo em conta a evolução da atividade no mês de junho e o contexto de instabilidade e aumento de preços. Em resposta à Lusa, por escrito, Cristina Siza Vieira, vice-presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), [...] As associações do setor do turismo acreditam que o verão deste ano será “positivo”, mas mais exigente, tendo em conta a evolução da atividade no mês de junho e o contexto de instabilidade e aumento de preços. Em resposta à Lusa, por escrito, Cristina Siza Vieira, vice-presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), disse que a “’performance’ deste mês antecipa um verão positivo, mas mais exigente”, lembrando que “as reservas existem e estão em linha ou acima de 2025”, mas “a confiança dos hoteleiros recuou”, segundo os dados do último inquérito da entidade. O presidente da Associação Nacional de Agências de Viagens (ANAV), Miguel Quintas, tem uma leitura semelhante, apontando um verão de 2026 “ligeiramente positivo, mas, acima de tudo, muito mais exigente”. “Há procura, há vontade de viajar e os indicadores de atividade turística em Portugal continuam a mostrar resiliência. No entanto, não será um verão de consumo automático; será um verão em que o preço, a segurança e a confiança vão pesar muito mais na decisão”, destacou. Para Cristina Siza Vieira isto significa que não se está “perante um cenário negativo, mas perante um verão que exigirá maior atenção à gestão de receita, aos custos, aos mercados emissores e à evolução do comportamento do consumidor”. Por sua vez, Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), acredita que junho mostra “sinais positivos para o verão”, com procura, intenção de viajar e mercado. Mas, à imagem das restantes associações, apontou que “será um verão positivo, mas exigente”. “Não basta haver procura, é preciso capacidade de resposta, disponibilidade aérea, estabilidade operacional e preços que o mercado consiga absorver”, referiu. Já o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, disse que é preciso “aguardar”, mas acredita que o verão de 2026 será “muito próximo” do que aconteceu no ano passado. “Se tal se confirmar, penso que a época alta deste ano será muito positiva”, salientou. Miguel Quintas disse ainda que “a ‘performance’ deste mês antecipa um verão com boa procura para viagens familiares, destinos de praia, ilhas, cruzeiros, escapadinhas e destinos considerados seguros”, antecipando ainda “um consumidor muito mais atento ao orçamento e uma operação mais sensível a perturbações externas”, como “combustível, alterações de rotas, constrangimentos aeroportuários e instabilidade geopolítica”. O presidente da ANAV acredita que o “setor está preparado, as agências estão a trabalhar intensamente e o verão deverá confirmar a resiliência do turismo”, mas é “essencial que exista estabilidade operacional nos aeroportos, clareza nos preços e uma evolução positiva do contexto internacional”. Para Pedro Costa Ferreira, “Portugal continua competitivo e os portugueses continuam a valorizar as férias”, mas o setor “enfrenta desafios conhecidos, custos elevados, pressão sobre a aviação, incerteza internacional e limitações de capacidade, nomeadamente ao nível das infraestruturas aeroportuárias”. “Portanto, eu diria que junho antecipa um bom verão, mas não um verão fácil”, disse. Para o dirigente, “a procura existe”, sendo que o “desafio é transformá-la em vendas, em boas experiências para os clientes e em valor para as empresas”, rematou. in Sapo, via Lusa
Ler mais
25 May 2026
Lisboa lidera ranking mundial da organização de congressos da ICCA em 2025
O desempenho alcançado resulta do trabalho articulado entre a Associação Turismo de Lisboa, através do seu Lisbon Convention Bureau, e os diferentes players e parceiros institucionais do setor. Lisboa ocupou o primeiro lugar do ranking mundial da ICCA – International Congress and Convention Association em 2025, com 188 congressos e reuniões associativas internacionais realizados. Paris registou 174 eventos e Barcelona 166. O resultado representa uma subida face a 2024, ano em que Lisboa contabilizou 153 congressos e reuniões associativas elegíveis para o ranking ICCA. Dos 356 congressos realizados em Portugal em 2025 e incluídos no ranking, mais de metade ocorreram em Lisboa. Os eventos concentraram-se nas áreas médica, tecnológica e científica e atraíram mais de 100 mil participantes internacionais, segundo o comunicado da Associação Turismo de Lisboa. A despesa média por participante foi de 3 mil euros. Os congressos decorreram em infraestruturas da Área Metropolitana de Lisboa, incluindo hotéis, venues, universidades e meeting facilities. Para António Valle, diretor-geral da Associação Turismo de Lisboa, “os congressos associativos internacionais têm um impacto estratégico na economia local e na projeção internacional de Lisboa. Este reconhecimento reforça a capacidade da Área Metropolitana de Lisboa para atrair investimento e conhecimento, suportada por infraestruturas preparadas para receber eventos de diferentes dimensões, uma oferta hoteleira e gastronómica e uma conectividade aérea internacional”. O desempenho resultou do trabalho articulado entre a Associação Turismo de Lisboa, através do Lisbon Convention Bureau, e parceiros institucionais do setor. A ICCA contabiliza exclusivamente congressos e reuniões associativas internacionais com realização periódica, rotação entre pelo menos três países ou territórios e um mínimo de 50 participantes presenciais. O ranking não inclui eventos corporativos, feiras, viagens de incentivo, concertos, festivais, eventos desportivos ou reuniões governamentais ou políticas. in Jornal Económico
Ler mais
07 May 2026
Setor da hotelaria está "a pôr gelo nos pulsos" mas "não regista quebras"
Cristina Siza Vieira, vice-presidente da Associação de Hotelaria de Portugal, esteve na CNN Portugal para fazer o ponto de situação no que toca ao turismo nacional, na sequência da guerra no Médio Oriente e respetivos impactos económicos. Veja a entrevista em baixo:
Ler mais
04 May 2026
Bernardo Trindade entra na corrida à sucessão da Francisco Calheiros na Confederação do Turismo de Portugal
O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal avança com candidatura para a liderança da CTP. Gestor hoteleiro deverá concorrer contra o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira. O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Bernardo Trindade, vai avançar com uma candidatura para a presidência da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), no próximo ano. O administrador do grupo PortoBay Hotels & Resorts irá encabeçar a lista apresentada pela AHP às eleições da CTP para o triénio 2027-2030, altura em que Francisco Calheiros conclui o seu último mandato à frente do organismo que lidera desde 2012. O anúncio surge depois de os associados da AHP terem dado luz verde à candidatura de Trindade em assembleia geral, no passado dia 30 de abril. “A hotelaria cumpre um papel importante na oferta turística nacional, pela sua relevância económica, presença em todo o território, capacidade de criar emprego e contributo direto para a qualidade da experiência de quem visita Portugal. É neste quadro que a AHP entende estar em condições de contribuir para uma representação abrangente, transversal e eficaz do setor no próximo mandato da CTP, colocando a sua experiência, representatividade e conhecimento do território ao serviço de todo o Turismo nacional”, refere a associação em comunicado. A AHP explica que pretende contribuir “ainda mais para que a CTP continue a afirmar-se como um parceiro social relevante, credível e construtivo”, capaz de representar o setor junto dos decisores públicos e de “participar ativamente na definição de políticas com impacto no turismo e na economia nacional”. “Num contexto marcado por desafios relevantes para as empresas e para os destinos, a AHP entende que a CTP deverá continuar a assumir um papel central na defesa da competitividade, valorização e sustentabilidade do Turismo em Portugal”, adianta a nota. Trindade deverá disputar a próxima liderança da CTP com Pedro Costa Ferreira, o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT). Apesar de ainda não ter anunciado a sua candidatura publicamente, o DN sabe que Costa Ferreira também pretende entrar na corrida à sucessão de Francisco Calheiros, tendo já solicitado o apoio dos associados. Bernardo Trindade foi reeleito em abril de 2025 para a presidência da AHP até 2027, função que desempenha desde 2022, altura em que sucedeu a Raul Martins. O madeirense exerceu funções públicas, primeiro como deputado na Assembleia Legislativa da Madeira e depois como secretário de Estado do Turismo nos governos de José Sócrates, entre 2005 e 2011. Licenciado em Organização e Gestão de Empresas pelo ISG – Business and Economic School, foi responsável pela revisão da legislação do setor do turismo, nomeadamente a lei dos empreendimentos turísticos, agências de viagens e animação turística. Entre 2017 e 2019, foi nomeado para a presidência do Executive Committee da Portugal IN, uma estrutura de missão temporária criada pelo governo português para atrair investimento direto estrangeiro no âmbito do Brexit . Entre junho de 2017 e junho de 2021, foi administrador não executivo da TAP. in Diário de Notícias, por Rute Simão