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28 April 2021

Companhias lançam novas rotas no verão com a expectativa de recuperação

Retoma gradual está dependente do sucesso da vacinação e evolução da pandemia. Há otimismo no horizonte, mas a prudência dita as estratégias das transportadoras aéreas para a época estival. As principais companhias aéreas a operar em Portugal estão a preparar o verão com cautela. Os planos integram a abertura de novas rotas e o aumento das frequências nos aeroportos nacionais, mas reconhecem que a estratégia pode sofrer alterações. Uma evolução positiva da pandemia e o sucesso da vacinação em massa na Europa são fatores chave para que o setor inicie uma recuperação gradual nos próximos meses. Depois da hecatombe registada em 2020 - o pior ano da história da aviação comercial -, as transportadoras admitem que atingir o nível de atividade da pré-pandemia é ainda uma miragem. O grupo Lufthansa vai, pela primeira vez, apostar no destino Açores. A companhia aérea alemã vai avançar já a 23 de maio com uma rota semanal entre Frankfurt e Ponta Delgada e, um mês depois, reforçar esta ligação a partir de Genebra, numa parceria com a Swiss, adiantou Patrick Borg Hedley, diretor de vendas da transportadora. Depois de no primeiro trimestre do ano ter sido forçada a reduzir "drasticamente" a oferta para Portugal devido às restrições nas viagens para controlar a disseminação do vírus SARS-CoV-2, a Lufthansa prevê agora reforçar gradualmente as frequências nos aeroportos nacionais. Como revelou o responsável, o objetivo é passar das 12 para as 48 ligações semanais em Faro, de 27 para 83 em Lisboa, de 31 para 69 no Porto e de quatro para seis no Funchal. No atual cenário, a companhia prevê que este verão as frequências para Portugal fiquem "um pouco abaixo dos níveis de 2019 (-4%)". A TAP, que enfrenta um processo de reestruturação, estabeleceu como objetivo ter em operação em agosto - o mês de excelência para o turismo português - 100 rotas e mais 880 voos por semana. Em território nacional, a transportadora portuguesa decidiu apostar nas ligações com as regiões autónomas da Madeira e Açores. A partir de junho, a oferta integra seis voos semanais para o Porto Santo a partir de Lisboa e, um mês depois, reforça as ligações com o Funchal, com cinco ligações diárias de Lisboa e dois do Porto. Para os Açores, os planos da companhia preveem 12 frequências por semana entre Lisboa e Ponta Delgada, e três com partida do Porto. A rota Lisboa-Terceira irá contar com um voo diário. Segundo já comunicou, esta estratégia, que integra também o reforço de ligações entre Lisboa, Porto e Faro, está assente na evolução da pandemia, na análise da procura e na rentabilidade das rotas. Confiante no regresso a alguma normalidade no verão, a TAP decidiu lançar oito novas rotas para a Europa e África (Fuerteventura, Ibiza, Santiago de Compostela, Zagreb, Djerba, Agadir, Monastir e Oujda), sendo que estreou há poucas semanas a ligação Lisboa-Cancun. Gradualmente a transportadora de bandeira portuguesa quer repor a sua operação, embora admita uma "recuperação lenta" devido aos constrangimentos à mobilidade das pessoas e ao tráfego aéreo. Angola, Moçambique, S. Tomé, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Brasil, EUA e Canadá são destinos que integram o plano de estio da empresa, mas há o alerta que a pandemia torna incontornável: "a lista de rotas e voos disponível em sistema de reservas será ajustada sempre que as circunstâncias o exijam". Ainda assim, as estimativas mais recentes apontam para que a retoma se possa iniciar neste período, com a percentagem da capacidade suspensa a diminuir para menos 45% em junho face a igual período de 2019. O grupo Air France-KLM reconhece que, neste momento, tem "uma visão um pouco limitada da curva de recuperação da procura", visto que os clientes estão muito orientados para reservas para o curto prazo, disse fonte oficial. Contudo, quer "aumentar progressivamente a capacidade até ao verão e espera uma recuperação no segundo e terceiro trimestre de 2021, estando esta sujeita à vacinação em massa das populações". Neste cenário, a companhia vai manter as ligações com Paris a partir de Lisboa e Porto, e o mesmo sucede com Amesterdão. Para já, a novidade é o regresso a 6 de maio da rota Faro-Paris. A norte-americana Delta Air Lines mantém a operação entre Portugal e os EUA suspensa devido às restrições governamentais de entrada nos países, mas "estamos a monitorizar a situação e esperamos retomar os voos assim que a fronteira com Portugal for reaberta aos viajantes norte-americanos", disse fonte da transportadora. A Delta admite que o seu negócio internacional "ainda tem um longo caminho a percorrer e deverá levar entre 12 a 18 meses a mais do que a nossa operação nos EUA", que começa a dar sinais positivos de retoma, para regressar aos níveis pré-pandémicos. Low cost a duas velocidades Ryanair, easyJet e Transavia, companhias aéreas de baixo custo, assumem diferentes estratégias no verão, com a transportadora irlandesa a apresentar-se mais agressiva. A Ryanair apostou numa programação para o verão que inclui duas novas rotas, que vão ligar diariamente Faro a Belfast e, duas vezes por semana, Lisboa a Colónia, e no restabelecimento de dez ligações, oito das quais a partir do aeroporto do Porto (Bremen, Bolonha, Brive, Carcassonne, Marraquexe, Sevilha, Toulouse e Veneza) e duas desde Lisboa (Málaga e Sevilha). No total, a companhia propõe-se explorar este verão 595 voos semanais e 121 rotas. Em junho, a easyJet abre a sua terceira base nacional, em Faro, destino que vai reforçar com uma ligação a Birmingham e no qual, em dezembro passado, apostou com um voo para Amesterdão. Para José Lopes, diretor da easyJet em Portugal, "a chegada do verão será um dos momentos mais importantes da retoma", mas para isso é necessário que os objetivos de vacinação sejam cumpridos e os números da pandemia registem um padrão positivo". Para já, a oferta da transportadora britânica é de cerca de 21% da capacidade "normal" (números de abril) quando comparada com 2019. Em maio, a expectativa é que aumente para 29% e em junho possa chegar aos 59%, adiantou o responsável. Mas a cautela domina. Como frisou, "o mercado encontra-se bastante volátil perante as restrições governamentais" e "estes valores terão ainda de ser revistos três vezes". A Transavia está a operar 22 rotas nos quatro aeroportos portugueses desde o início do calendário de verão da aviação comercial, 28 de março. A transportadora low cost do grupo Air France-KLM adiantou que "enquanto não forem levantadas todas as restrições de viagem, incluindo em França, o programa de voos, tanto em Portugal como a nível global, continua sujeito à evolução sanitária". in Dinheiro Vivo, por Sónia Santos Pereira Foto: José Carmo/Global Imagens

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27 April 2021

Viagens internacionais só recuperam em 2025

As viagens internacionais só deverão recuperar totalmente no ano 2025. Esta estimativa foi avançado por Luis Felipe de Oliveira, diretor-geral da Airports Council International (ACI) durante World Travel and Tourism Council Global Summit, evento que se realiza de 25 a 27 de abril, em Cancun, México. Segundo Luis Felipe de Oliveira, a recuperação dar-se-á por “fases” e não serão “estáveis em todo o mundo”. Os mercados com grande tráfego doméstico “não deverão recuperar para níveis pré-COVID antes de 2023”, admite o responsável, avançando ainda que, no caso dos mercados onde a quota de tráfego internacional significativo, “a recuperação será mais lenta e deverá ocorrer em 2024 ou 2025”. Num painel em que participou o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, o diretor-geral da ACI salientou ainda que “o transporte aéreo sempre foi uma indústria baseada na interdependência de todas as suas partes. O turismo e o transporte aéreo têm uma forte relação recíproca e simbiótica”, concluindo que “vamos precisar de uma ação colaborativa numa escala nunca vista antes”. Nas previsões de abril de 2021, a mesma ACI avança que tráfego de passageiros, para este ano, foi revisto em baixa, passando de uma quebra de 48%, em outubro de 2020, para uma revisão em janeiro de 2021 que apontava uma quebra de 52% para, agora, no quarto mês de 2021, a estimativa é que a quebra ronde os 64%. A ACI avança três cenários para o tráfego de passageiros na Europa. Assim, num cenário pessimista, em 2025, o movimento de passageiros estará 10% abaixo do previsto, enquanto no cenário base, atinge o equilíbrio (0%), para no cenário mais otimista fica 5% acima da linha. Quanto às receitas nos aeroportos europeus, em 2020, a ACI refere que estas ficaram 30 mil milhões de euros abaixo do registado em 2019, correspondendo a uma descida de 60%, contra um decréscimo de 70% no tráfego de passageiros no mesmo período. Já para 2021, a queda na movimentação de passageiros (-64%) antevê uma quebra de 29 milhões de euros face a 2019. in Publituris, por Victor Jorge

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22 April 2021

Turismo de negócios: e se Bill Gates tem razão?(2)

Terminei a última crónica dizendo que a presença física é imprescindível para o negócio. Por isso, embora o turismo de negócios possa vir a ter uma recuperação mais lenta do que o turismo de lazer, e sofra mesmo alguma perda irrecuperável, esta não será seguramente tão violenta quanto Bill Gates vaticinou (menos 50%). Os portugueses são um bom exemplo da máxima de que a presença física é mesmo a alma do negócio, com o talento moldado nos tempos em que iam em busca de especiarias, sedas, ouro e prata e aperfeiçoado pelo Oliveira de Figueira, personagem de aparição breve mas marcante nas aventuras do Tintin. O ser humano é, sem dúvida, ser de relação, de trabalho de equipa, e se a presença e as vendas online estão para ficar e crescer, é com a proximidade da presença física que se estabelecem e fortalecem relações de confiança, o conhecimento do cliente, das suas necessidades e desafios, que se negoceiam as condições do serviço e especificidades dos bens (e preços), muitas vezes à mesa do almoço, no café nas feiras ou congressos, numa bebida no hotel. Duas universidades de referência fizeram estudos recentes com conclusões muito interessantes. A London School of Economics deixou um alerta aos gestores e às organizações: equipas que trabalham à distância/virtualmente revelam, quando comparadas com equipas que trabalham presencialmente, menor grau de confiança interna, coesão social, comunicação, consenso, partilha de informação e memória dos processos e sistemas de interação, em resultado do que "virtual teams are generally less effective than face-to-face teams". Isto apesar dos esforços (e custos) associados a contrabalançar estes efeitos negativos. Já a Universidade de Harvard demonstrou que o turismo de negócios induz crescimento económico, pela partilha de informação e de ideias com origem em diversos países e regiões que têm especializações e conhecimento em diferentes áreas de negócios (um exemplo surpreendente é o efeito de arrasto que traria a paragem das viagens de negócios dos japoneses, não apenas nas economias da sub-região Ásia/Pacífico mas também na Índia, Alemanha, EUA e Arábia Saudita) (in "What Would Happen if Business Travel Stopped?") Portanto, qual o futuro das viagens de negócios individuais/de visita a clientes e das viagens para participar em reuniões, congressos e convenções? Quanto às primeiras, ninguém duvide: assim que o CFO de uma empresa começar a fazer contas entre o que se poupa em viagens mas o que não se ganha em vendas, e a ver a concorrência a viajar, põe logo os motores em marcha. Quanto às segundas, e já que o trabalho remoto vai deixar raízes, os encontros presenciais vão ser ainda mais essenciais para criar a cultura de empresa (e aliviar a fadiga do Zoom ...); e, sobretudo, tanto do lado das empresas como dos países existe grande interesse no regresso destes eventos, já que as relações humanas construídas durante os mesmos alimentam a inovação, a criatividade e o crescimento de produtividade. Pode tardar - há quem vaticine que só para 2024 o turismo de negócios estará de plena saúde - e não recuperar tudo e em todos os segmentos, mas enquanto as relações humanas forem reais, também os negócios se farão face a face. Cristina Siza Vieira CEO da AHP - Associação da Hotelaria de Portugal

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12 April 2021

Advancing Harmonized Travel Protocols and Financing Tourism’s Survival

Madrid, Spain, 9 April 2021 - The World Tourism Organization (UNWTO) has again convened its Global Tourism Crisis Committee to lead the sector in harmonizing travel and health protocols and securing vital financing for businesses struggling to survive an historic crisis. The ninth meeting of the Crisis Committee advanced solutions to the biggest challenges standing in the way of international travel returning. Committee members, drawn from political leadership, international organizations, including UNWTO’s sister UN agencies, finance and the private sector, discussed the Crisis Committee’s Recommendations, which focus on four core areas: the resumption of safe, cross-border travel; promoting safe travel at all points of the tourist journey; providing liquidity to tourism businesses and protecting jobs, and restoring confidence in travel. Committee members, drawn from political leadership, international organizations, including UNWTO’s sister UN agencies, finance and the private sector, discussed the Crisis Committee’s Recommendations, which focus on four core areas: the resumption of safe, cross-border travel; promoting safe travel at all points of the tourist journey; providing liquidity to tourism businesses and protecting jobs, and restoring confidence in travel. The virtual meeting was co-hosted by the Kingdom of Saudi Arabia. Opening the proceedings, the Minister for Tourism, His Excellency Ahmad bin Aqil Al Kateeb, said: “Saudi Arabia has been collaborating with partners across the public and private sectors both regionally and globally to accelerate the resumption of international travel. The facilitation of safe and seamless travel is the only way to restore confidence among travelers and tourism businesses, which will ultimately be the drivers of the sector’s recovery.” Harmonized protocols and building confidence The Committee backed the proposed EU Digital Green Pass as an example of joined-up protocols for other regions to follow. Addressing the meeting, EU Vice President Margaritis Schinas said that “we can make summer 2021 the beginning of the post-pandemic era, one that is safer, more sustainable, more resilient and more prosperous”. He stressed that “the tourism sector can – and should - be at the forefront of this effort, leading the recovery of the European and the global economy”. Mr. Schinas also outlined the work being done to raise consumer confidence in tourism, already devastated by issues surrounding cancelling and refunding travel services and noted: “UNWTO’s efforts to develop an International Code for the Protection of Tourists are most welcome”. The landmark legal code is one of several key UNWTO initiatives aimed at restoring confidence in international travel. Also at the Committee, UNWTO and IATA (the International Air Transport Association) announced the forthcoming launch of a new Destination Tracker. This tool will be available on the websites of both organizations and provide comprehensive and up-to-date information on the restrictions and requirements of airlines and destinations, allowing tourists to make informed choices. Recommendations for Recovery The Recommendations of the UNWTO Global Tourism Crisis Committee highlight the importance of basing policies on current international health and aviation regulations, including but not limited to provisions from the World Health Organization (WHO) and those the International Civil Aviation Authority (ICAO), most notably its ‘Take Off’ guidance and the work of its Civil Aviation Recovery Taskforce (CART). The Recommendations also call for the creation of Public Health Corridors, the implementation of digital health solutions and the development of a common “traffic-light” system as a recognizable risk management framework. In presenting the Recommendations, the Minister of Tourism of Greece and Chair of the UNWTO Crisis Committee’s Technical Group, Harry Theoharis, said that ”this year we have more tools in our arsenal, including vaccinations, to address all concerns of travellers and people employed in the tourism sector.” Financing tourism’s survival Through the Global Tourism Crisis Committee, UNWTO also advanced on its work addressing one of the other key challenges facing global tourism, namely the sudden haltof tourism cash flow and the need to support businesses and protect jobs. Along with ICAO and the WHO, UNWTO is one of the only UN agencies working with the OECD on its International Mobility Initiative. UNWTO is also working closely with the European Bank for Reconstruction and Development (EBRD). OECD and EBRD again contributed to the latest meeting of the Crisis Committee, advancing coordinated efforts to both support tourism businesses through the current crisis and also to build future resilience and achieve greater sustainability, including through promoting green investments in the sector. Also updating the Committee were the Inter-American Development Bank (IDB) and the International Finance Corporation (IFC), with their representatives focusing in particular on the potential role of innovation, green investments in tourism and on supporting businesses, now and during the recovery phase. Related Links: UNWTO Digital Health Passes Compendium UNWTO Welcomes EU Support and Urges Europe to Lead the Way in Tourism’s Restart UNWTO: Tourism and COVID-19

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