Notícias
24 March 2021
Portugal eleito destino preferido na Europa
Num comunicado divulgado hoje pelo Turismo de Portugal, a entidade considera que esta distinção "consolida a posição do país como destino de excelência, mantendo-se no topo das preferências dos turistas". Segundo os utilizadores do 'site', que é visitado por mais de seis milhões de viajantes por ano, Portugal distingue-se pela beleza natural, pela gastronomia, pelas praias e pela história rica em tradição. De acordo com o European Best Destinations, a viagem a Portugal não fica completa sem uma visita a Braga (eleita o 'Melhor Destino Europeu' de 2021 por este 'site'), ao Porto e ao seu património histórico classificado pela UNESCO, às praias de Cascais e do Algarve ("ideais para recarregar baterias ao sol") e, para os apreciadores de turismo de natureza, aos arquipélagos da Madeira e dos Açores. Citado no comunicado, o presidente do Turismo de Portugal salienta que, "mais do que um destino, Portugal é uma experiência que impacta o turista". "Porque o nosso país tem de tudo, para todos. De norte a sul, interior ou litoral e ilhas, quem nos visita quer regressar. E este 'ranking' mostra-nos que, apesar de tudo o que aconteceu nos últimos meses, os turistas não esquecem Portugal e estão ansiosos por voltar. E nós cá estaremos, como sempre, para os receber bem e em segurança", afirma Luís Araújo. No 'ranking' dos melhores países para visitar em 2021 da European Best Destinations, elaborado com base nos dados de tráfego e de pesquisas dos últimos meses, a França surge no 2.º lugar, seguida da Grécia (3.º lugar), Itália (4.º lugar) e Croácia (5.º lugar). in notícias ao minuto, via Lusa
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23 March 2021
Los 85 destinos donde prevén viajar los turistas españoles en 2021 o 2022
Italia, Portugal y Francia lideran el ranking de países extranjeros favoritos para un viaje o escapada Italia, Portugal y Francia lideran en ranking de los países extranjeros a los que prevén ir de vacaciones los turistas españoles este año o el siguiente, una vez se levanten las restricciones para viajar, según una reciente encuesta de Travelzoo. Italia, Portugal y Francia, destinos preferidos Respuestas a la pregunta "¿Cuáles son los principales destinos que consideras para un viaje o escapada en 2021 o 2022? (asumiendo que se levanten las restricciones para viajar) (Selecciona un máximo de 5 destinos)". Destinos favoritos Es importante remarcar que no se trata de una encuesta realizada a la población general, sino a un segmento de consumidores que, por el hecho de estar suscritos a la web de Travelzoo, en teoría tienen predisposición a viajar. Tal como podemos ver en la infografía, cuando se pregunta a este colectivo que identifique hasta cinco destinos que esté considerando para un viaje este año o el siguiente, los destinos extranjeros que más interés despiertan son Italia (18,9% de las respuestas), Portugal (18,2%) y Francia (15,5%). Otros destinos muy mencionados son Alemania (11,1%), Caribe (9,5%), Estados Unidos (8,7%), Reino Unido (8,7%) y Grecia (8,6%) ¿Cuándo viajarán los turistas españoles? La encuesta de Travelzoo también planteó a los turistas en qué mes del año creen más probable que reserven su viaje por España y el extranjero. Dependiendo del destino, encontramos diferencias notables en las respuestas. Septiembre es el mes de 2021 que más interés concentra. Un dato que llama la atención es que el 16,7% de los turistas españoles no sabe cuándo viajará por España porque no se siente cómodo reservando ahora mismo. Este porcentaje de personas dubitativas sube hasta el 26,7% si se trata de reservar un viaje al extranjero. Ver también otros resultados de la misma encuesta en la siguiente noticia: in Hosteltur
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19 March 2021
Conselheira Ambitur: “Temos que estar aptos a imediatamente captar mercados que já estão aptos a viajar para Portugal”
Perceber que estratégia está a ser adotada para uma retoma do setor do turismo e de que forma deve Portugal posicionar-se neste processo de retoma é o objetivo da Ambitur.pt. Cristina Siza Vieira, presidente executiva da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, deixa-nos a sua visão sobre o atual momento do setor enquanto Conselheira Ambitur. Tem Portugal, e a União Europeia, atualmente uma estratégia institucional para uma eventual retoma da atividade turística ou este é o momento de a definir? Quais deveriam ser os pilares da mesma? Tem havido uma preocupação recorrente, desde abril de 2020, em que todos os Estados Membros fizeram um Plano para a Recuperação do Turismo a nível europeu. Nessa altura, o Comissário Europeu para o Mercado Interno, Thierry Breton, disse que o turismo iria beneficiar de programas de liquidez do Banco Central Europeu, e que seriam mobilizados cerca de oito milhões de euros de financiamento para as 100 mil PME’s europeias afetadas. Estávamos numa altura em que a intenção era o apoio direto às empresas. Depois veio-se dizer que era necessário ir mais longe com um plano de recuperação industrial europeu para todos os ecossistemas, o famoso quarto pilar. Era necessário rapidez de execução. Este ano, em janeiro de 2021, mais uma vez veio-se dizer que já não era só sustentar as empresas mas havia um outro objetivo, que era agir no curto prazo mas também impulsionar o investimento para a transformação do turismo num turismo verde. Podemos dizer que há estratégias, e que há uma intenção da Comissão Europeia no sentido de dedicar uma parte muito substancial da sua atenção ao turismo, de uma maneira que se estima integrada. No entanto, como sabemos, tem havido, da parte individual de cada Estado Membro, orientações e políticas distintas e até, muitas vezes, em contraciclo com aquilo que vem sendo a intenção a nível europeu – encontrar uma voz única para se falar. Agora, mais uma vez, em fevereiro e março, veio-se dizer que é necessário que haja um conjunto de recomendações que sejam seguidas por todos os países da União Europeia para haver uma reabertura concertada. Há uma intenção, sim. Plano, ainda não. Em março, quando a secretária de Estado do Turismo português esteve no encontro dos ministros europeus, foram debatidos planos para uma harmonização de regras para as viagens e a governante deu nota, e Portugal colocou na agenda, do ponto de solicitar à Comissão Europeia que ajuste instrumentos financeiros e que estes correspondam às necessidades específicas de cada Estado Membro. É necessário ajustar os instrumentos financeiros porque há de facto graves problemas de liquidez a curto prazo, que se possam traduzir depois em medidas individuais, porque cada Estado Membro tem as suas “dores” específicas. Mas vamos encontrar aqui regras comuns para a reabertura de fronteiras. Neste momento, estão-se a desenhar essas estratégias institucionais mas não há uma política europeia de turismo. O que é importante é que haja esta estratégia, que já está bastante definida, mas ainda não estão definidos os critérios para a concretização da reabertura. Por um lado, a sustentação financeira que leve a um alargamento das medidas e extensão no tempo e rapidez, para que se possa encontrar a recuperação do turismo em cada Estado Membro. A União Europeia é o principal destino turístico do mundo e deve, de facto, ter uma posição concertada. Os dois pilares são estes: o apoio financeiro e uma estratégia concertada para a reabertura dos países europeus às viagens. Como deve Portugal posicionar-se no curto prazo, antevendo uma retoma da atividade turística? Há, por outro lado, uma necessidade de um trabalho conjunto entre o tecido empresarial? É fundamental haver três planos e uma correta execução dos mesmos. Um plano de desconfinamento, que vai sendo reajustado. Depois é necessário que o plano de vacinação corra por forma a conseguirmos ter o grosso da população vacinada e imunizada. Neste momento, a aspiração europeia é que toda a população esteja vacinada no fim do verão. E, em terceiro lugar, um plano de promoção – o posicionamento de Portugal tem a ver com isto. Tendo um setor totalmente exposto às viagens internacionais, é fundamental irmos buscar as viagens internacionais para relançar o turismo. O plano de promoção que tem de ser coordenado pelo Turismo de Portugal tem de ser muito assertivo e saber quais são os mercados que este ano vão estar a viajar. Tem de ser um tiro certeiro. Sabemos que as viagens de longo curso não vão ocorrer, nem as transcontinentais, e que o turismo se vai fazer mais a nível interno e regional, dentro das regiões da Europa. Por outro lado, temos de perceber que Portugal tem uma fortíssima condicionante, que são as viagens aéreas: 60% das viagens internacionais são feitas por avião e em Portugal são 90%. Sabemos que os aviões e as companhias aéreas estão ainda todos em terra. O que leva a que este plano de promoção tenha de ser muito assertivo na captação de quais vão ser as primeiras rotas e as primeiras companhias aéreas a descolar. Sabemos da reação imediata quando o Reino Unido anunciou em fevereiro a abertura de fronteiras. Temos que estar aptos a imediatamente captar mercados que já estão, quer pelo grau de vacinação, quer pelas próprias companhias aéreas, aptos a viajar para Portugal. E são estes três planos que vão determinar a reabertura. O trabalho coletivo do tecido empresarial, e do tecido associativo, é fundamental. É necessária uma conjugação de esforços entre os vários tipos de componentes do turismo, que é uma atividade compósita. Há que compreender que as pessoas não vêm para ficar apenas em hotéis. A animação turística, a cultura, o desporto e da vivência do espaço exige que haja uma integração grande entre as várias empresas. Quais os entraves que considera ser necessário mitigar para que não haja barreiras a esta retoma da atividade turística no país? Uma vez que as viagens dependem particularmente da confiança, que vai depender do grau de vacinação e das condições sanitárias que o país oferece, a primeira condição é que haja uma execução do plano de vacinação e do plano de desconfinamento coerentes. Em segundo lugar, a comunicação. Pode haver uma grande barreira à retoma da atividade turística se, efetivamente, a comunicação continuar a acentuar o mal que tem corrido este ou aquele programa, ou atividade. Há uma necessidade de uma comunicação real, verdadeira, mas a olhar para o “copo meio cheio”, para o lado positivo: o que se está a fazer e a passar em Portugal relativamente ao combate à pandemia e à vacinação; termos um país preparado, porque temos as infraestruturas turísticas preparadas para serem vistas como lugares seguros. A comunicação tem que funcionar não como uma barreira mas como uma alavanca para o posicionamento da retoma da atividade turística do país. Estas barreiras de comunicação e de posicionamento só se mitigam se houver uma preocupação grande com o cumprimento do plano e o ajustamento às regras de desconfinamento, conforme indicadores objetivos e claros. A hotelaria não abre as portas de um dia para o outro. Neste momento, temos as nossas atividades turísticas, e os hotéis em particular, maioritariamente encerrados, com quase 100% dos trabalhadores em lay-off. Tem que haver um programa com regras e métricas claras para que se possam planear as atividades a médio prazo. Isso não aconteceu no último confinamento. in Ambitur
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18 March 2021
Turismo de negócios: e se Bill Gates tem razão? (1)
O fundador da Microsoft, que previu esta pandemia no longínquo ano de 2015, profetizou no final de 2020 que "mais de 50% das viagens de negócios e de 30 % do tempo passado no escritório desaparecerão". Não é uma profecia feita por qualquer um. Por isso, e pelo brutal impacto que poderia vir a ter no turismo e nas viagens, vale a pena explorar o tema. Porque o espaço não dá para tudo, dedico-me às considerações sobre as viagens de negócios. O turismo de negócios pode ser desagregado em duas componentes principais: a simples deslocação e alojamento de profissionais no âmbito da atividade normal das empresas e a realização e participação em congressos, conferências, feiras, etc.* O turismo de lazer representa mais de três quartos das receitas mundiais do setor, mas o peso do turismo de negócios mais do que dobrou, em 2019, o peso que tinha em 2010 (9%). Em 2019, os EUA foram o país onde o peso relativo do turismo de negócios foi maior, mas a União Europeia no seu conjunto figurou em segundo lugar, à frente da China e do Japão. E Portugal, pasme-se, não só foi o 10.º país no ranking mundial de eventos e reuniões, como Lisboa foi a segunda cidade nesse ranking. A covid-19 bateu forte em ambas as componentes das viagens de negócios. As empresas de todo o mundo cancelaram praticamente todas as viagens e renderam-se às plataformas de videoconferência. Mas será que se renderam por força das circunstâncias e logo que possam estarão back in business? Lendo os sinais dos tempos, muitas consultoras, bancos e companhias aéreas afirmam que vai retomar, mas, mesmo não indo tão longe como Bill Gates, estimam que 20% a 25% do turismo de negócios tenha desaparecido para sempre. Diga-se que em outras crises, como a de 2008, previa-se o declínio permanente do turismo de negócios, mas afinal, e apesar de a sua retoma ser mais lenta do que a do turismo de lazer, aquele voltou com mais força ainda. Todavia, desta vez há três notas distintas a registar. Primeira: todas as empresas, mesmo que em diferente escala, estão comprometidas com o movimento imparável da redução de emissões de carbono e da transição climática. Segunda: as plataformas Zoom, Google Hangouts, Skype, Teams (pois, Bill Gates) e similares estão agora no mercado, afirmando-se como o melhor veículo para que mesmo escritórios remotos se possam encontrar, poupando-se horas perdidas em trânsito e levando muitas reuniões a transferir-se, com vantagem, para o mundo virtual. Terceira: ainda que muitas viagens de negócios estejam associadas também ao lazer (bleisure é a expressão que o designa: dois terços dos turistas de negócios estendem as suas viagens quando podem), a verdade é que muitos executivos registam, com regozijo, a possibilidade de não andar em permanência a atravessar o mundo e gerir quais as reuniões que exigem de facto a presença física. E porque esta presença física é imprescindível para o negócio, na próxima crónica explorarei as razões que levam a que o turismo de negócios continue a florescer, ainda que parte se tenha perdido. E para concluir que Bill Gates não tem razão. Pelo menos não em 50%. * Fonte: Turismo de Portugal VP executiva da AHP - Associação da Hotelaria de Portugal