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Intervenções AHP

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06 March 2018

Discurso Presidente da AHP - Balanço & Perspetivas na Hotelaria 2017-18

Intervenção de Boas-vindas | Presidente da AHP   É uma honra e um prazer estar hoje aqui convosco numa data muito especial. Coincidência ou não, a Bolsa de Turismo de Lisboa celebra a sua 30ª edição num dos momentos mais altos para o Turismo nacional. A AHP, a maior associação de Hotelaria nacional, monitoriza a performance em Portugal desde 2004 – através dos AHP Tourism Monitors – e nunca tínhamos registado resultados tão favoráveis como os de 2017. Este foi, usando as palavras do Governo, o melhor ano do século para a economia, e o Turismo é, seguramente, um dos setores que melhor o reflete. Como principal motor do recente crescimento económico, cabe-nos, no entanto, trabalhar para que esta posição em que nos encontramos não seja, apenas, a fase ascendente de um ciclo a que outros, menos bons, se seguirão. Antes seja este o fôlego de que precisamos para construir o Turismo do Futuro. Assente num modelo que sobreviva a glórias e reveses. Nesse sentido, há cinco preocupações centrais de que temos vindo consistentemente a dar nota, seja no nosso Congresso Anual como em todas as intervenções públicas que a AHP tem protagonizado.   Em primeiro lugar, a questão das pessoas. Somos um setor em franco crescimento, e precisamos de poder contar com profissionais que nos apoiem em número e qualidade. Precisamos também nós de apoiar os profissionais ao nosso serviço, valorizando-os e formando-os, para uma relação de trabalho profícua e duradoura. O AHP Hotel Academy, programa para a formação de colaboradores de hotéis associados da AHP, é uma ferramenta totalmente gratuita que muito poderá ajudar nesse sentido.   Em segundo, a gestão da procura no sentido de mitigar assimetrias. Ou seja, garantir a sustentabilidade dos destinos mais maduros, sejam eles urbanos ou balneares, evitando a massificação e perda de identidade, e criando, em paralelo, mecanismos que dirijam a procura para zonas menos exploradas. Este é um ponto crucial para o desenvolvimento do setor a longo prazo, como nos mostram vários case studies europeus.   Em terceiro, a questão do Aeroporto. Sabemos que o crescimento que agora celebramos tem perna curta, porque será impossível receber progressivamente mais turistas enquanto a nossa principal porta de entrada – o Aeroporto Humberto Delgado – continuar congestionada.   Quarto, na sequência dos anteriores: a estada média. Se o número de hóspedes dificilmente aumentará, concentremos esforços em aumentar dormidas, preferencialmente fora dos destinos mais procurados. Temos, de resto, o país ideal: pequeno, diverso, e munido de muito boas acessibilidades. E cada noite a mais num hotel é um dia adicional de investimento no País.   Por fim, mas infinitamente importante: a questão da preservação ambiental do nosso país. Prometemos, no auge da devastação causada pela tragédia dos fogos florestais, não baixar os braços. Muito nos apraz dar nota que no ano passado, ao abrigo do Programa HOSPES, foram doados quase 22 mil bens, muitos dos quais a vítimas desta tragédia. Agora, face à ameaça de seca extrema que a chuva hoje mascara, estamos ainda mais atentos e empenhados em garantir que o nosso setor, com o seu peso e alcance, contribui com soluções. Para as conhecer, convido-vos a passar pelo stand da AHP.   É, afinal, uma enorme responsabilidade aquilo que o Turismo e a Hotelaria carregam: contribuir cada vez mais para o crescimento equilibrado, sustentado e sustentável do nosso país. É nessa expectativa que partilhamos hoje convosco o conhecimento adquirido da observação e análise atentas das dinâmicas do mercado. Esperamos que em muito contribuam para o exercício da vossa atividade.   Raul Martins  

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06 March 2018

Almoço de Associados de Junho com Paulo Magalhães, Assessor para a Comunicação Social da Presidência da República

Portugal, está, decididamente, nas bocas do mundo e os epítetos acumulam-se: temos “a geração mais bem preparada de sempre”, somos craques reconhecidos no desporto, na arte, na ciência, na cultura, saímos do procedimento por défice excessivo, levámos novo brilho ao Festival da Eurovisão e no turismo somamos recordes… Infelizmente, nos últimos dias fomos notícia pelas piores razões. Apesar de não ser novidade, a questão dos incêndios florestais nunca assumiu uma escala tão abrasadora e mortífera como aquela que estamos a testemunhar este verão, que ainda hoje começa. Nesse sentido, a AHP já se disponibilizou junto das câmaras municipais para, no âmbito do nosso programa de responsabilidade social corporativa, prestarmos o nosso apoio contando, obviamente, com a generosidade dos nossos associados e parceiros. A nossa responsabilidade enquanto empresas e enquanto representantes do setor que mais contribui para a economia nacional é também da maior importância. E os últimos resultados confirmam-no. De acordo com o AHP Hotel Snapshot, o novo raio-x da performance hoteleira que acabámos de lançar, 2017 começou com o melhor primeiro trimestre dos últimos 10 anos. A ocupação registou uma subida a dois dígitos que desafia os efeitos da sazonalidade imposta pela motivação Sol e Praia – isto apesar do aumento exponencial da oferta, quer hoteleira quer de outro tipo. Também os preços aumentaram e, numa análise ao primeiro trimestre dos últimos 3 anos, o RevPAR registou uma subida bombástica de 30%. Todos os indicadores parecem vaticinar o melhor ano de sempre para a hotelaria portuguesa e estamos, por isso, numa posição privilegiada que ou potenciamos, ou deixamos passar. Portugal está na moda, mas as modas passam, e o sol também brilha noutras longitudes. Como aproveitar, então, o momento para posicionar Portugal, de uma vez por todas, no lugar que lhe pertence ao lado dos grandes destinos europeus? Para debater esta questão contamos com a visão perspicaz e transversal do jornalista Paulo Magalhães, que atualmente desempenha a função de Assessor para a Comunicação Social da Presidência da República, que cumprimento e saúdo. Termino agradecendo ainda ao Hotel Pestana Palace pela excelência e simpatia com que sempre nos acolhe, e a todos pela vossa presença.   Raul Martins  

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07 February 2018

Almoço de Associados de Fevereiro, com Carlos Lacerda, CEO da ANA Aeroportos de Portugal

É com grande satisfação que nos vejo a todos reunidos em mais um Almoço de Associados da AHP, que tem hoje lugar “em casa” de um dos nossos mais recentes associados, a quem aproveito, antes de mais, para dar pessoalmente e mais uma vez as boas-vindas à Associação. Todos sabemos como o transporte aéreo é vital para o turismo do nosso país. Tivemos oportunidade de referir em sede própria o quanto negligenciar a questão da capacidade aeroportuária pode ser prejudicial ao nosso negócio e ao Turismo em geral, que é, como sabemos, um dos grandes motores da recuperação económica a que assistimos. Não podemos, no entanto, dizer que a preocupação – genuína – dos nossos dirigentes se tenha traduzido em celeridade na construção de uma resposta. E, no intermezzo, o problema agrava-se. Apesar da oferta hoteleira no país estar a aumentar 7%* ao ano, prevemos que a ocupação dos hotéis ainda possa crescer em 2018. Todavia na região de Lisboa, onde a oferta em 2018 deverá crescer cerca de 11% e com a concretização do Terminal do Montijo só para 2022, os próximos anos serão de diminuição da ocupação. Ainda assim, a relação entre a AHP e a ANA Aeroportos tem sido próxima, franca e aberta, no sentido de pressionar o governo para tomar as necessárias medidas para aumentar a nossa capacidade aeroportuária. Entretanto, duas breves notas: A AHP acaba de celebrar um protocolo de cooperação com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, a maior associação de hotelaria no Brasil, com o objetivo de partilhar conhecimento e experiências, mas também de criar uma rede que facilite o posicionamento de empresas parceiras da AHP junto do mercado hoteleiro do Brasil. Por outro lado, a BTL é já amanhã, e a AHP vai marcar presença com um stand maior, que também é vosso, e ainda mais eventos, para os quais muito gostávamos de poder contar com a vossa presença. E agora dou a palavra ao nosso convidado Engº Carlos Lacerda, CEO da ANA Aeroportos, não sem antes agradecer ao Hotel Iberostar Lisboa pela excelência e simpatia com que fomos acolhidos, e a todos pela vossa presença.   Raul Martins * TCMA da Oferta Hoteleira calculada a 7 anos (2010 – 2017), tendo como fonte o INE, com dados provisórios de 2017

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